INSTITUTO FUTURISTA

Iconarmadilhemos a verdade para que ninguém lhe toque.

Brincando aos deuses


Recriar à escala atómica a explosão que deu origem ao universo, é a inacreditável experiência proposta pelos investigadores do CERN. Para realizar tal evento, utilizarão o acelerador de partículas subterrâneo de 27 km de largura, o Large Hadron Collider (LHC) onde farão colidir núcleos de átomos de hidrogénio com uma violência nunca antes alcançada.
A explosão inicial tem somente um pouco mais de energia que um choque de dois mosquitos, mas num tamanho que é uma milionésima parte de um mosquito, libertando-se um calor infernal que permitirá aos investigadores aproximarem-se do nascimento do cosmos.

Actualmente continua incógnito o fenómeno do aparecimento de matéria após a explosão primitiva (Big Bang), apartir do qual com o transcurso iónico, se formou tudo o que conhecemos. Teoricamente o que deveria ter acontecido depois da explosão seria a criação de matéria e antimatéria em partes iguais e portanto, uma contínua e mútua destruição total. Quais os fenómenos desconhecidos que permitiram a vida?

Será que a física das partículas está muito perto de Deus? Logo, logo saberemos…

via: NovaCiencia

 
 

GMC PAD- The Mobile Loft

a tenda dos futuros nómadas

 
 

O Mercedes Recy

Um estranhíssimo Mercedes saído da sua subsidiária em Los Angeles, Advenced Design of North América: o Recy. Este roadster é feito de madeira, vidro e metal, 100% reciclável.

Desconhecemos a sua motorização. Provavelmente a marca apresentá-lo-á no próximo Auto-Show em Los Angeles.

 
 

O Buckminster Fuller na Wikipedia

A página da Wiki sobre Buckminster Fuller cresce exponencialmente! Mas há sempre lugar para mais. Aconselhámo-la vivamente para quem se interesse pela vida e obra deste homem inventor e visionário.


 
 

Físicos prometem electricidade sem fios

O emaranhado de cabos e fichas necessários para recarregar e alimentar os nossos gadgets electrónicos serão, em breve, coisas do passado. Investigadores americanos realçaram um sistema relativamente simples que pode fornecer energia a dispositivos electrónicos, sem fios. O conceito explora algumas formulações multi-seculares da Física, e pode funcionar a distâncias de alguns metros. Embora ainda não tenha sido criado nem testado em sistema, modelos computacionais e matemáticos sugerem que funcionará.

(Fonte: BBC News)

 
 

Da fotossíntese às energias renováveis

Acerca de 3.2 mil milhões de anos, uma bactéria primitiva desenvolveu uma forma de através da luz solar, separar as moléculas da água em protões, electrões e oxigénio - a base da fotossíntese que libertou o oxigénio atmosférico e deu início às formas complexas de vida, ou seja, deu início ao mundo e à vida que conhecemos hoje.

Recentemente, um grupo internacional de cientistas, liderado pelo Departamento de Energia americano, deu um avanço na compreensão deste processo. O seu trabalho publicado na Science de 3 de Novembro, é uma ferramenta importantíssima para os pesquisadores sintetizarem moléculas que mimetizem (mimetics) este catalizador, dando início ao arranque do desenvolvimento de novas tecnologias produtoras de energia limpa.

(Fonte: Renewable Energy Access)

 
 

Criar água do ar

Um consórcio americano que desenvolveu uma tecnologia capaz de criar água do ar, está em vias de ser contratada para abastecer os soldados americanos no Iraque.

Esta tecnologia teve origem num invento da Defense Advenced Research Projects Agency, ligada ao Pentágono para sustentar o abastecimento de água ao exército americano actuando nas áridas regiões iraquianas.

“O programa evidencia a criação de água usando sistemas de baixa energia que reduzam significativamente a logística do abastecimento da água no teatro de operações em qualquer momento ou em qualquer lugar.” Disse Darpa, porta-voz da DARPA. Este dispositivo consegue 600 galões de agua por hora, sem produzir materiais tóxicos ou qualquer resíduo.

(Fonte: Wired News)

 
 

Pára e pensa

"Se pensas que és demasiado pequeno para fazer a diferença, experimenta dormir com um mosquito num quarto fechado"
Provérbio africano

 
 

Mitos climáticos

Ideias e fundamentos contrários ao mainstream sobre alterações climáticas. Mitos Climáticos põe em dúvida a correlação entre o excesso de CO2 e as alterações climáticas. Na sua perspectiva de climatólogo, afirma que os factores que influenciam o clima são de tal complexidade que o impacto humano é irrelevante. A correlação física entre o CO2 e o clima estão por provar, apenas existe correlação estatística e os modelos ainda são muito inseguros.
Um blogue extremamente interessante sobre o clima, a sua evolução e a sua história. Leitura obrigatória.

 
 

Viver em contentores

 
 

O Ecléctico


Concebido para ser o primeiro veiculo de energia autónoma, produzido em massa. Desenhado para áreas urbanas o Eclectic Venturi pode ser alimentado por 3 vias: plug-in, solar e … vento! O tejadilho equipado com avançados painéis solares e uma eólica incorporada completam o sistema. Será lançado na Europa em Junho, preço: cerca de 4.500Euros

 
 

A mega escavadora ThyssenKrupp






Opera nas minas ao ar livre na Alemanha. É considerada como o veículo terrestre maior do mundo. Mede uns 100 metros de altura, o dobro em largura e pesa 13.000 toneladas. Com a sua colossal roda dentada arranca material da crosta terrestre a um ritmo de 12.000 metros cúbicos por hora de funcionamento. A velocidade máxima é de 5 km por hora. Visível do Google Maps.



 
 

Reviravolta

A Associação Reviravolta é uma associação de âmbito local, sem fins lucrativos, criada em 2000 com o objectivo de promover o Comércio Justo e Solidário através da abertura de espaços de venda de produtos do Comércio Justo e Solidário (Lojas do Comércio Justo ou “Worldshop”) na cidade do Porto e da realização de campanhas de sensibilização e pressão política, em nome de um consumo responsável que tenha em conta valores éticos associados à produção. Aqui

 
 

Os sete saberes necessários para a educação do futuro




Palavras de Edgar Morin proferidas numa conferencia na Fundacion Santillana no Chile.
Mais: EspacioNave Tierra.



1 Uma educação que cure a cegueira do conhecimento.

Todo o conhecimento carrega o risco do erro e da ilusão. A educação do futuro deve contar sempre com essa possibilidade.


2 Uma educação que garanta o conhecimento pertinente.
Perante o aluvião de informações é necessário discernir quais são as informações-chave


3 Ensinar a condição humana.
Conhecer o ser humano é situá-lo no universo e, ao mesmo tempo, separado dele.


4 Ensinar a identidade terrena.
Ensinar a perspectiva planetária. Elaborar um verdadeiro sentimento de pertença à Terra considerada como a nossa última e primeira pátria.


5 Enfrentar as incertezas.
A educação deve ter como seu o princípio da incerteza, tão válido para a evolução social como para a Física.

6 Ensinar a compreensão.
Comunicação não implica compreensão. Esta última está sempre ameaçada pela incompreensão dos códigos éticos dos outros, dos seus ritos e costumes, das suas opções politicas.


7 A ética do género humano.
O ensino de uma ética válida para todo o género humano.

 
 

por cima das nossa cabeças

foto tirada por Jens Hackmann da Via Láctea sobre Weikersheim no sul da Alemanha

 
 

Pára e vê

 
 

Decálogo da Ecologia

Ecologia é um nível superior de pensamento, onde tudo está relacionado com tudo, inclusive com as soluções. Como ciência do inter-relacionamento homem/natureza, ela não pode ser vista apenas como o estudo do meio físico, das suas pesquisas e análises depende a compreensão da harmonia entre o homem e o ambiente.

1. Ama a natureza, fonte de vida, honrando-a com dignidade, em todas as suas manifestações

2. Defende o solo onde vives, mas também aquele das demais criaturas

3. Protege a vida dos animais, consentindo o seu abate somente para suprir as necessidades alimentares

4. Condena a produção que favorece unicamente o produtor, em detrimento da satisfação das necessidades do consumidor

5. Condena a agricultura irracional, predatória, contaminante, que tanto "sustenta" como elimina vidas

6. Não consumas alimentos suspeitos de incluírem componentes nocivos

7. Não compartilhes do modismo vulgar de que "desenvolvimento & progresso" do actual modelo socio-económico justificam tecnologias alienantes ou destrutivas

8.Denuncia todos os crimes contra a Ecologia

9. Analisa racionalmente o comportamento humano em relação ao avanço da tecnologia, bem como os referentes aos actuais clichés políticos; indaga, pesquisa, reflecte, contesta, procura esclarecer-te à luz da ciência e da ética sobre todos os actos da existência, sem escravizar-te a modismos, conceitos e convenções.

10. Liberta tua mente e não aumentes as fileiras de acomodados mentais ou de servos da hipocrisia, pois outros podem tirar proveito do teu ideal.

Fonte: AME – Fundação Mundial de Ecologia.

 
 

Pára e pensa


"Não sei como pareço para o mundo, mas para mim, sinto-me somente como um menino brincando na praia e divertindo-me, achando aqui e ali um seixo mais liso ou uma concha mais bonita do que o comum, enquanto o grande oceano da verdade permanece totalmente desconhecido para mim."

- ISAAC NEWTON

 
 

Steve Jobs

"O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém. Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior. E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário."

 
 

Passive Houses

Os edifícios, sejam habitações, escritórios, lojas, etc., ocupam uma posição dominante no consumo de energia total. A solução passa pelo uso de métodos de projectar e construir mais inteligentes em termos da eficiência energética e obviamente em ganhos de conforto.
Existe um crescente movimento na construção de habitações ecológica e energeticamente eficientes e de baixas emissões de CO2. Dois exemplos são o tipo “Factor Four Plus Housing” cuja construção requer ¼ ou menos da energia de uma construção standard, e o tipo “Passive House”. Estas construções requerem um máximo de 10W por m2 para aquecimento, num total de consumo anual de 15KWh/m2 em climas temperados (Europa central).

Exemplos de casas com baixo consumo energético:

Até agora estas performances eram atingidas inicialmente reduzindo perdas de energia através de uma construção compacta à insolação e com recuperação ventilada do calor evitando perdas. Com a crescente procura por este tipo de construção, existe actualmente uma proposta complementar nomeadamente no tipo de construção extremamente ensolarada com altos ganhos de energia. Isto pode conseguido através de:

- passive solar design,
- active solar systems for domestic hot water and space heating,
- PV electric supply systems,
- improved daylighting (for improved living quality) and
- natural cooling and solar/glare control.
Infelizmente em Portugal estes assuntos ainda não estão na agenda politica nacional. O facto do disparo do consumo médio de energia em Portugal - sem que haja uma explicação racional já que a população é a mesma e não se vislumbra qualquer boom industrial – indica um alta ineficiência energética no país com duplo prejuízo; na factura da electricidade e no aumento brutal de libertação CO2 e consequente penalização europeia (Protocolo de Quioto).

Mais informações: International Energy Agency

 
 

Pitagora Souchi

Pythagorean Switch é um programa educativo da televisão japonesa. No princípio e final de cada emissão apresentam um dispositivo / máquina construído com elementos comuns: livros, esferas, madeiras, firas métricas, chávenas, etc. Um simples gesto desencadeia uma reacção em cadeia. Este vídeo de 12minutos mostra alguns exemplares destes dispositivos inauditos. Quando se completa um mecanismo o coro de meninos diz: Pitagora Souchi, que em japonês quer dizer qualquer coisa como: dispositivo pitagórico.

Vale a pena vê-lo e revê-lo



 
 

Prisão de Leoben, Áustria









sem comentários !

 
 

O pão nosso cada dia

a agricultura do futuro?

 
 

Dongtan a cidade sustentável


Em Londres, uma equipa multidisciplinar, a ARUP, dirigida pelo arquitecto chileno Alejandro Gutierrez projecta uma cidade, Dongtan, na China segundo princípios inovadoramente sustentáveis. Conforme palavras de Alejandro Guttierrez:

“A cidade sustentável que queremos construir promove inovações e mudanças fundamentais na infraestrutura social, económica e ambiental. As principais operações ajustam estas infraestruturas como suportes: a infraestrutura social, como suporte da mobilidade social, inclusão e competitividade; a infraestrutura económica, como suporte de incentivos que promovam uma base económica sustentável e competitiva; e a infraestrutura ambiental, como suporte da qualidade de vida. Finalmente, a infraestutura física deve ser um suporte flexível e facilitador das outras infraestruturas.”


“Uma cidade de 500.000 habitantes coma a que projectamos, pode reduzir emissões de CO2 equivalentes a 22 milhões de dólares/ano. Isto num período de 25 anos converte-se em aprox. 500 milhões de dólares – a preços actuais. Estes novos recursos serão utilizados para financiar os custos ocorridos na cidade para obter eficientes standards nos edifícios, centrais de energia, praças, parques, infraestruturas de transporte público e caminhos.
Dongtan será um laboratório para utilizar este mecanismo pela primeira vez à escala urbana; na nossa perspectiva, as infraestruturas físicas sustentáveis que tornem vantajosas as novas regras do jogo, são as que definirão as nossas cidades do século XXI.”

Mais aqui.
Via: Plataforma Urbana

 
 

Conhecimento aberto. Sociedade Livre

O IF chama a atenção para a 3ª edição do Congresso Online do Observatório para a CiberSociedade, o maior fórum de debate mundial sobre a sociedade do conhecimento. As inscrições estão abertas a todos os participantes que queiram participar e reflectir sobre as mais de 500 comunicações, como p.e., o texto apresentado por Adelina Silva entitulado “Processos de ensino-apredizagem na era digital” o qual publicamos alguns interessantes fragmentos (via Miriam Salles):

Os modelos de ensino centrados no professor predominam, apesar de investigações diversas que sugerem uma mudança do ensino para a aprendizagem. Porém, a mudança da cultura escolar tradicional não é fácil, as inovações são lentas, e mesmo aquelas mais abertas reproduzem no virtual o modelo centralizador no conteúdo e no professor do ensino presencial.(...)

Os professores sentem que não dominam as tecnologias e, em geral, vão fazendo pequenas concessões, mas sem mudar o essencial. Muitos professores têm medo de revelar a sua dificuldade diante do aluno. Por isso e pelo hábito mantêm uma estrutura repressiva, controladora, repetidora. Os professores percebem que precisam mudar, mas não sabem como fazê-lo. Freqüentemente algumas escolas introduzem computadores, estabelecem ligações à Internet e esperam que isso melhore os problemas do ensino. (...)

O professor de hoje está inevitavelmente forçado a pesquisar na cultura digital, cultura esta que está em constante evolução. Ambientes centrados em hipertexto ou hipermídia são um convite à participação e contribuição através de diversos trabalhos e tarefas de construção de conhecimento partilhado. Os espaços de aprendizagem na era digital necessitam de integrar não só os espaços sociais (domicilio, escola, comunidade física em geral...) mas também todo um conjunto de competências a adquirir na(s) comunidade(s) virtuais, para que o aluno possa viver melhor na sociedade do conhecimento. Ler mais...

 
 

SketchUp do Google

SketchUp é uma simples mas muito completa ferramenta do Google para desenhar, ver e modificar as suas ideias em 3D. Combinado com as possibilidades do GoogleEarth, é a ferramenta ideal para arquitectura e planeamento urbano. Aqui

 
 

A bancarrota eminente

O efeito dominó na extinção de espécies vivas é um fenómeno incontrolável acelerado pelas alterações climáticas amplamente analisado e divulgado pela comunidade científica internacional. A pressão enorme sobre o delicado equilíbrio entre as espécies e os seus ecossistemas têm e terão consequências verdadeiramente catastróficas e irreversíveis. Eis alguns relatórios publicados recentemente:

A WWF no seu relatório avalia o efeito das alterações climáticas no comportamento das aves em todo o mundo

Aves: taxa de extinção é pior que se julgava (New Scientist)

De Camille Parmesan: as alterações climáticas aceleram a extinção de espécies mais sensíveis. (CBC News)

Das Nações Unidas: as alterações climáticas afectam a saúde, alimentação, abrigo e sexo das espécies migratórias em todo o mundo. (UN Environement Programme)

Se contabilizássemos estes prejuízos nas contas públicas das nações, veríamos a bancarrota eminente. Infelizmente os nossos zelosos economistas fingem desconhecer os factos. Mas como todos sabemos, a factura vai ser apresentada mais cedo ou mais tarde. Implacavelmente.

 
 

Markus Hofer

 
 

A revolução das super-fibras -Tokujin Yoshioka

"Tokujin’s approach towards structures of the future follows the the idea that, to achieve great strength small light fibers should be systematically organized. This approach differs to the common belief that hard materials should be used. the principle is similar to that of the japanese art ‘aikido’, in which strength is generated by diverting force through a circular movement."
via: DesignBoom

 
 

Comboio a hidrogénio

O Japão desenvolve o primeiro comboio movido a células de combustível

 
 

Produtos biológicos em alta

As notícias sobre a crescente procura de produtos biológicos multiplicam-se por todo o lado. São sinais da preocupação crescente do consumidor sobre os alimentos que lhe chegam à mesa. Eis uma notícia publicada no blogue brasileiro, tudosobreplantas sobre este assunto:

Saúde Motiva 72% das Compras de Alimentos Orgânicos

Nem a preocupação com o meio ambiente, nem o sabor. A saúde é o motivo que leva 72% dos consumidores de produtos orgânicos de Curitiba a optar por alimentos livres de agrotóxicos na hora da compra. A constatação faz parte de uma pesquisa da Prefeitura de Curitiba junto a consumidores de produtos orgânicos da capital e produtores rurais da Região Metropolitana.

O diagnóstico da produção e comercialização orgânica, feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, servirá para o planejamento do Mercado Permanente de Produtos Orgânicos de Curitiba, que começará a ser construído até o fim do ano. “Queremos uma base sólida de informações para diminuir ao máximo as chances de erros”, explica o secretário Municipal do Abastecimento, Norberto Ortigara.

A pesquisa, em que foram ouvidos 600 produtores e consumidores, revelou que o potencial de crescimento do mercado está na classe média, que representa apenas 19% dos consumidores orgânicos. Atualmente, a maioria dos consumidores - 71% - é de classe econômica mais favorecida. “O consumidor de renda mais alta já está convencido. Agora é a vez de investir no médio consumidor, que em Curitiba e Região Metropolitana são mais de 1 milhão de pessoas”, diz o diretor de Unidades Comerciais da Secretaria, Luiz Gusi.

A pesquisa também mostra que 64% das pessoas que compram orgânicos são mulheres, 35% têm mais de 50 anos e 68% possuem nível superior. Todo este público demonstrou insatisfação quanto à variedade de produtos existentes no mercado. Carnes, leites e derivados são alimentos ainda em falta quando se trata de orgânicos, de acordo com a pesquisa.

Produtores - A pesquisa revela que legumes - 76% - são os alimentos orgânicos mais produzidos pelos agricultores, que têm nas feiras da capital o principal canal de comercialização - 53%. Entre os pontos de vendas, os supermercados aparecem com 1,8%. O boca-a-boca é a principal estratégia de marketing para 32% dos agricultores. “O produtor precisa dar mais visibilidade ao seu produto”, afirma Luiz Gusi.

Um exemplo de como a estratégia de marketing pode colaborar com a agroindústria parte da empresa catarinense Fazenda & Casa. A partir dos contatos feitos no Cenário Orgânico, evento organizado pela Prefeitura de Curitiba em maio deste ano, a Fazenda & Casa entrou no mercado norte-americano e já engata seu terceiro lote de exportação de produtos orgânicos. “O sucesso foi tanto que já estamos abandonando os produtos convencionais para dar exclusividade aos orgânicos”, comemora o empresário Leandro Dalfovo.

Fonte: Bonde News

 
 

Le Pacte écologique

Aproveitando a movimentação politica francesa, Nicolas Hulot desafia todos os franceses, nomeadamente os candidatos às eleições presidenciais de 2007 a subscreverem um pacto ecológico que salvaguarde o futuro do nosso planeta.

Uma iniciativa que coloca na actual agenda política francesa as questões mais importantes que necessitam de respostas concretas e definitivas:

link: Nicolas Hulot

 
 

The world needs gigawatts not megawatts


Este é o sugestivo título do emagazine Earthtoys sobre recursos energéticos.

Os custos de produção dos sistemas PV ainda são muito altos face às tecnologias tradicionais, no entanto os sistemas PV são uma das indústrias de maior crescimento no mundo. Os sistemas PV têm um potencial de crescimento enorme cuja procura excede largamente a oferta.

Via: Earthtoys

 
 

eBike do futuro

 
 

Emissões de CO2 aumentam como nunca !


Entre 2000 e 2005 as emissões globais de CO2 cresceram 4 vezes mais que nos 10 anos precedentes de acordo com investigadores da Global Carbon Project um consórcio internacional. A taxa global passou de 0,8% de 90 a 99 para 3,2% de 00 a 05.
Conforme um relatório publicado há dias pela GCP, 50% da energia produzida no próximo século terá origem nos combustíveis fósseis resultando em altas concentrações de CO2 na atmosfera de consequências drásticas no clima.

“Se nada for feito será extremamente difícil estabilizar a concentração atmosférica de CO2 nos 450 ppm (partes por milhão) e mesmo nos 550ppm será um grande desafio” disse Josep Canadell, director executivo da GCP. Investigações feitas sugerem que estabilizar a concentração a 450ppm pode limitar o aquecimento global nos 2 grausC.

Os autores sublinham a importância da inércia ambiental, o mecanismo pelo qual o ambiente retém parte da energia gerada pelos gases de efeito de estufa, libertando-a mais tarde na atmosfera. Mesmo que as emissões antrópicas diminuam, o CO2 atmosférico continuará a aumentar durante um século. As temperaturas globais continuarão a aumentar por dois ou mais séculos.

…o efeito boomerang da nossa irracionalidade?

 
 

Eagle Nebula (IC 4703)



 
 

Contribuições para a Utopia - Hazel Henderson



"Já é de conhecimento público que a economia não é de modo algum uma ciência, mas sempre foi política disfarçada. A economia agora é amplamente vista como um defeituoso código de origem inserido profundamente nas empresas, gerador de insustentabilidade. Daí os booms, as bancarrotas, as bolhas, as recessões, as crises energéticas, a diminuição de recursos, a pobreza, as guerras comerciais, a contaminação, o desbaratamento de comunidades e a perda de diversidade cultural e biológica.

Os cidadãos de todo o mundo estão rejeitando esse código defeituoso e seus sistemas operacionais, representados pelo Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, Organização Mundial do Comércio e os imperiosos bancos centrais. Seu rígido programa, a agora ridicularizada receita do Consenso de Washington para essa fraude conhecida como o crescimento do Produto Nacional Bruto, é desafiado pelo Índice de Desenvolvimento Humano, pela Análise da Pegada Ecológica, pelo Índice do Planeta Vivente, pelos indicadores Calvet-Henderson sobre Qualidade de Vida e por outros índices.

Toda moeda real é local, criada pelas pessoas para facilitar o intercâmbio e baseada na confiança. A história de como esta útil invenção cresceu a partir de moedas nacionais abstratas de circulação fiduciária apoiadas unicamente pelas promessas de governantes e de banqueiros centrais, está sendo contada de novo. Nós presenciamos como a tecnologia da informação e a desregulamentação dos bancos e das finanças na década de 80 ajudou a construir o atual monstruoso cassino global em que US$ 1,015 trilhões circulam diariamente por todo o planeta por meio de intercâmbios eletrônicos, 90% dos quais correspondem a negócios puramente especulativos.

Como uma reação a este fenômeno, atualmente vivemos em nível mundial experimentações com intercâmbios locais, trocas e clubes de intercâmbio tais com Deli-Dollars, LETS, Ithaca Hours e outros nos Estados Unidos e no Canadá. Milhares de milhões de pessoas ainda vivem em sociedades tradicionais nas quais não se usa dinheiro, como nos setores do voluntariado, integrados em sua maioria por mulheres.

Quando os grupos e as comunidades locais criam seu próprio papel-moeda ou substitutos deste, como vales e sistemas de intercâmbio, aprendem o mais profundo segredo dos economistas: o dinheiro e a informação são equivalentes e não escasseiam. A troca ou permuta, desprezada pelos manuais sobre economia como uma relíquia primitiva, se converteu em alta tecnologia. A maior feira americana de objetos usados, eBay, é um exemplo de como evitar os mercados existentes.

As pessoas começaram a se dar conta de como os bancos centrais e os sistemas monetários nacionais controlam a população mediante o manejo macroeconômico dos baixos níveis de emprego, a escassez de hipotecas e de empréstimos para compra de veículos através do fornecimento de dinheiro, do crédito e das taxas de juros e de todas as alavancas e grifos secretos usados pelos banqueiros centrais.

Apesar do uso e abuso de tais mecanismos, o crescimento de alternativas locais saudáveis está se propagando em nível mundial. O Fórum Social Mundial realizado em Porto Alegre em 2001 impulsionado por reformistas brasileiros é um dos numerosos movimentos em todo o mundo. O default da Argentina em 2001 ensinou os cidadãos desse país que podiam confiar em suas próprias moedas paralelas locais não-oficiais, nos mercados de pulgas e nos sistemas eletrônicos de intercâmbio mais do que na moeda oficial do país, o peso.

Brasil, Argentina e Venezuela decidiram quitar os empréstimos com o FMI para liberar suas economias das prescrições do Consenso de Washington. De modo que hoje em dia o cassino global com seu cortejo de desequilíbrios, déficit, instabilidade monetária, pobreza e crise da dívida do momento global atual requerem um redesenho sistemático desse defeituoso código de origem da economia. Preocupados, ministros das finanças e banqueiros centrais reclamam em vão “uma nova arquitetura financeira internacional”.

Antes que caiamos em erros deveríamos evitar a pequenez doutrinária, os localismos ideológicos e instintivos impulsos libertários. Nada pode proteger as comunidades locais dos estragos da globalização dirigida pelos fundamentalistas do mercado. No mundo atual saturado de informação as comunidades precisam compreender novamente quais elementos rechaçar e quais adotar. A rejeição total pode levar à rigidez, à xenofobia e uma má leitura da história. Além disso, uma aceitação completa das atuais insustentáveis tendências econômicas globais seguramente conduzirá à perda das culturas locais e da biodiversidade, bem como a redução drástica dos recursos naturais. Das mudanças que estão ocorrendo e de suas imprevistas conseqüências devemos, então, aprender e evoluir, pois do contrário sofreremos um colapso ecológico."

Texto de Hazel Henderson, economista norte-americana, autora de Beyond Globalisation e outros livros.

via: IPS Brasil

 
 

Barbara Kruger

 
 

Aprender com os pássaros

Como é que uma organização – tão distinta de um indivíduo – aprende? Transformando-se numa organização inteligente? Os pássaros podem ajudar-nos a encontrar a resposta. Consideremos o trabalho de Allan Wilson, falecido professor de bioquímica e biologia molecular da Universidade da Califórnia em Berkeley. De acordo com as hipóteses de Wilson, grande número de espécies podem aperfeiçoar a sua habilidade de explorar as oportunidades no seu meio ambiente. Três condições são necessárias:

1 Os membros da espécie devem ter e usar a habilidade de moverem-se em grupo por territórios desconhecidos.
2 Alguns indivíduos devem ter o potencial para inventar novas condutas, e
3 As espécies devem ter um processo de estabilização para transmitir uma destreza individual a uma comunidade inteira, não por via genética mas por comunicação directa.

A presença destas três condições de acordo com Wilson, poderiam acelerar a aprendizagem nas espécies como um todo, incrementando a sua habilidade para adaptarem-se rapidamente a mudanças fundamentais no meio ambiente.

Para provar estas hipóteses, Wilson realizou um estudo documentado na conduta do Chapim e do Pintarroxo na Grã-Bretanha. No final do séc XIX os leiteiros deixavam abertas as garrafas de leite à porta das residências, formando-se uma camada de natas à superfície do leite. Dois pássaros o Chapim e o Pintarroxo começaram a debicar as natas. A partir de 1930, os britânicos selaram as garrafas com folha de alumínio, resultado? Nos anos 50 a população de um milhão de Chapins aprendeu a furar os selos. Os Pintarroxos nunca adquiriram essa conduta. Porque é que os Chapins ganharam vantagem competitiva entre as espécies? Recordemos que Wilson identificou as condições necessárias para a aprendizagem: numerosos indivíduos móveis, alguns dos quais inovadores e um sistema social difusor da inovação. Os Pintarroxos não têm um sistema social. Cantam, são coloridos, móveis e comunicam entre si, mas são fundamentalmente pássaros territoriais. Quatro ou cinco Pintarroxos vivem no meu jardim e cada um tem o seu pequeno território, há muita comunicação entre eles mas o que dizem fundamentalmente é: fora daqui! Os Chapins também amam o meu jardim. Vivem em bandos de 8, 10 e 12. Voam de um jardim a outro, brincam e comem.

Os pássaros que se agrupam aprendem rapidamente. O mesmo com as organizações que alimentam a conduta do agrupamento. Mas ter um punhado de inovadores não é suficiente para assegurar a aprendizagem institucional. A organização deve estimular os inovadores a interactuar com os outros.

Via: BioGestion

 
 

A organizaçao viva


Qualquer organização para se manter viva tem que enfrentar o paradoxo entre a identidade (auto-organização) e a adaptação ao meio (rentabilizar a experiência, orientar-se no futuro), ou seja, gerir o paradoxo entre a mudança e a estabilidade.

No mundo biológico encontramos inumeráveis exemplos de organismos que não foram capazes de resolver esta articulação e extinguiram-se ao preservarem apenas a sua identidade, como os dinossáurios; outros foram capazes de manter a sua identidade praticamente intacta ao longo do tempo, como as tartarugas. Por outro lado, existem entidades biológicas tão adaptadas ao meio que perderam a sua identidade como os vírus. Do ponto de vista organizacional, encontramos exemplos similares.

Como mostra a imagem acima, os equilíbrios entre IDENTIDADE - ADAPTAÇÃO e MUDANÇA-ESTABILIDADE geram os quadrantes onde se definem ou declaram a visão, a estratégia, a estrutura e a cultura organizacional. No centro está o FOCO da organização. A formulação da visão como processo de criação de sentido, a estratégia como processo de ordenamento de propósitos, a estrutura como processo de estruturação de actividades e recursos e, finalmente a cultura como processo de identificação de valor.

Voltaremos ao assunto.

Via: BioGestion

 
 

O pragmatismo utópico

Historicamente a arquitectura tem sido dominada por 2 extremos opostos. Por um lado, o vanguardismo cheio de ideias malucas, de origem filosófica, mística ou fascinada pelo potencial das formas visionadas no computador , tão fora da realidade que acabam em excêntricas curiosidades. Do outro lado as corporações de especialistas e consultores muito bem organizados constroem caixas aborrecidas, previsíveis, standardizadas.
A arquitectura parece entrincheirada entre estas duas frentes estéreis, entre a utopia naíve e o pragmatismo petrificado. Mas existe uma terceira via que vai ganhando visibilidade e interesse a chamada via do pragmatismo utópico. Assente na Dinamarca um grupo de arquitectos, designers, construtores, urbanistas, pensam e projectam lugares social, económica e ambientalmente perfeitos, como um objectivo prático:

In our projects we test the effects of scale and the balance of programmatic mixtures on the social, economical and ecological outcome. Like a form of programmatic alchemy we create architecture by mixing conventional ingredients such as living, leisure, working, parking and shopping. Each building site is a testbed for its own pragmatic utopian experiment.


A Bjarke Ingels Group – BIG, é um dos grupos emergentes da nova onda, a que o Instituto Futurista está atento na sua evolução e achamos nós, interessantíssimos resultados.

Aqui, uma apresentação representativa do pragmatismo utópico BIG

 
 

a próxima geração de eólicas - Holanda



uma proposta da One Arquitecture comissiariada pelo próprio governo holandês para a nova geração de turbinas eólicas. Podem atingir os 120 metros de altura e suportar 8 turbinas.
Melhor integração e mais eficiência.

via: Bright (em holandês)

 
 

Vulcano Plume

 
 

O povo Dogon


Os Dogon vivem no Mali em pleno Sara, são grandes artistas, magníficos arquitectos e possuem uma avançada cosmologia comparável à ciência contemporâneas nomeadamente de autores como Stephen Hawking e Brian Greene. A mitologia deste povo milenar expressa uma espantosa semelhança ás actuais definições cientificas nomeadamente sobre o cosmos, a matéria e a sua estrutura.
Saiba mais sobre o mundo Dogon aqui.