INSTITUTO FUTURISTA

Iconarmadilhemos a verdade para que ninguém lhe toque.

O Micropolitan Museum

Impressionante colecção de micro organismos reunida por Wim van Egmond. Aqui


 
 

Ler devia ser proibido

Saiba porquê

 
 

Usamos uma máquina que nos usa…

Um vídeo visto mais de um milhão e quinhentas mil vezes, sobre o que se definiu por Web 2.0. Uma viagem hipnótica sobre as pujantes ferramentas gestoras da informação global, livres e acessíveis: motores de busca inteligentes, edição electrónica livre, base de dados abertas e participativas, correio electrónico, comunicação instantânea, etc, etc.

Usamos uma máquina que nos usa…


 
 

Arquitectura - Construir para um mundo melhor

No sudeste de Amesterdão, num lugar escolhido pelos empregados devido à proximidade das suas casas, fica a sede de um importante banco. Construído em 1987, esse complexo de 16.400m2 consiste em dez torres esculturais ligadas entre si por uma sinuosa rua interna.

Lá dentro, o sol se reflecte no metal colorido – apenas um dentre os muitos elementos artísticos que decoram a estrutura – para inundar os pavimentos inferiores de matizes permanentemente cambiantes. Os jardins internos e externos são regados com a água da chuva recolhida no telhado.

Todos os escritórios recebem ar e luz naturais. O aquecimento e a ventilação ficam a maior parte do tempo desligados, sendo que não se usa nenhum sistema convencional de ar-condicionado. Bem-humorados, os bancários sobriamente vestidos molham os dedos na água que escorre das esculturas dos corrimões de bronze das escadas. É evidente a satisfação dos ocupantes do prédio com o novo local de trabalho: o absentismo diminuiu15%, a produtividade aumentou, sendo que, no local, os empregados participam em numerosas actividades culturais e sociais nocturnas ou de fim de semana.

Semelhante resultado superou até mesmo a expectativa dos directores em relação às características, às qualidades e ao processo de design que encomendaram. O prospecto do design estipulava um edifício “orgânico” que “integrasse a arte, os materiais naturais e locais, a luz do Sol, as plantas verdes, a conservação da energia, o silêncio e a água”, e que “não custasse um centavo a mais por metro quadrado” que a média do mercado. Aliás, o dinheiro empregado nos sistemas de economia de energia retornou nos primeiros três meses.

Desde a ocupação inicial, o complexo consumiu 92% menos energia que um banco adjacente, construído na mesma época, o que representou uma economia de 2,9 milhões de dólares por ano e fez um dos edifícios mais eficientes em energia da Europa.

O arquitecto Ton Alberts levou três anos para concluir a planta do prédio. Demorou tanto principalmente porque a directoria do banco fez questão de que todos os participantes do projecto, inclusive os empregados, compreendessem cada detalhe: o sistema de controlo do ar, por exemplo, teve de ser explicado aos paisagistas; as obras de arte, aos engenheiros mecânicos. No fim, foi esse nível de integração que contribuiu para tornar o edifício tão confortável, bonito e eficiente em termos de custo.
extraído do livro, "Capitalismo Natural" de PAUL HAWKEN AMORY LOVIN L.H. LOVIN

 
 

contribuições para a Utopia - Cioran


Só agimos sob o fascínio do impossível: o mesmo é dizer que uma sociedade incapaz de dar à luz uma utopia e de se lhe entregar se encontra ameaçada de esclerose e de ruína. A sabedoria, que nada pode fascinar, recomenda a felicidade dada, existente; o homem recusa-a, e só essa recusa faz dele um animal histórico, quero eu dizer um amador de felicidade imaginada.

Quem não conhece a tentação de ser o primeiro na cidade nada compreenderá do jogo político, da vontade de submeter os outros para deles fazer objectos, nem adivinhará os elementos de que é composta a arte do desprezo. A sede de poder, raros são aqueles que não a tenham num ou noutro grau experimentado: é-nos natural...


Todos os homens são mais ou menos invejosos; os políticos são-no absolutamente. Quem se transforma num deles só o faz na medida em que não suporta ninguém acima de si ou do seu par.


 
 

Vaclav Klaus inconveniente...


Publicamos excertos de uma entrevista dada pelo presidente checo Vaclav Klaus a um jornal de economia checo, o “Hospodárské noviny” sobre o aquecimento global, cuja opinião muito crítica sobre o politicamente correcto que invadiu esta problemática concordamos em absoluto:


O IPCC divulgou seu relatório, e o senhor diz que o aquecimento global é um falso mito. De onde o senhor tirou esta idéia?

A ideia não é minha. O aquecimento global é um falso mito e todas as pessoas e cientistas sérios acham isso. Não é adequado citar o painel da ONU. O IPCC não é uma instituição científica: é um corpo político, uma espécie de ONG temperada de verde. Não é nem um fórum de cientistas neutros nem um grupo equilibrado de cientistas. São cientistas politizados que já chegam com uma determinada opinião e a tarefa de prová-la. Além disso, é uma comédia ridícula que as pessoas não esperem pelo relatório completo em 2007, mas respondam de um jeito tão sério ao resumo dos fabricantes de políticas, em que todos os “mas” são retirados e substituídos por teses hiper simplificadas. Estamos obviamente diante da omissão de muitas pessoas, de jornalistas a políticos. Se a Comissão Europeia vai cair nessa com essa facilidade, temos aí mais uma excelente razão para achar que os países mesmos, e não a Comissão, é que deveriam tomar decisões sobre assuntos similares.

Como o senhor explica que não haja nenhum outro político do mesmo nível na Europa que não defenda este ponto de vista? Ninguém mais tem opiniões tão fortes…

Minhas opiniões sobre este assunto simplesmente são fortes. Outros políticos de primeiro escalão não expressam suas dúvidas sobre o aquecimento global porque o chicote da correcção política os faz calar.


Mas o senhor não é climatologista. O senhor tem conhecimento e informações suficientes?

O ambientalismo enquanto ideologia metafísica ou visão de mundo não tem absolutamente nada a ver com as ciências naturais ou o clima. Infelizmente, também não tem nada a ver com as ciências sociais. Ainda assim, está se tornando uma moda, e isso me assusta. A segunda parte da frase deveria ser: “também temos vários relatórios, estudos e livros de climatologistas que apresentam conclusões diametralmente opostas.” É verdade que eu nunca meço a espessura da camada de gelo da Antártida. Não sei medi-la nem pretendo aprender. Mas, sendo uma pessoa de orientação científica, sou capaz de ler relatórios científicos sobre estas questões – como, por exemplo, o gelo na Antártida. Não preciso ser climatologista para lê-los. E nos trabalhos que li não aparecem as conclusões que vemos nos média. Mas eu digo: este assunto me perturba, por isso comecei a escrever um artigo a respeito no último Natal. O artigo cresceu e virou um livro, que será publicado em alguns meses. Terá sete capítulos, um dos quais vai apresentar sistematicamente minhas opiniões sobre a mudança climática. O ambientalismo e a ideologia verde são coisas muito distintas da ciência do clima. Muitas descobertas e clamores de cientistas são abusados por esta ideologia.

Via: o Indivíduo

Palavras acertadas de um grande governante europeu que infelizmente não tem a devida atenção dos media em geral. Uma voz independente, lúcida e de espessura intelectual que contrasta com o blá blá afinado dos eurocratas irrelevantes. Vaclav Klaus: uma verdade muito inconveniente…

 
 

contribuições para a Utopia - Krishnamurti


Já alguma vez se sentou muito silenciosamente, sem fazer esforço para se concentrar, mas antes com a mente muito quieta, realmente tranquila? Então ouvem-se os sons exteriores longínquos, também os mais próximos, os que estão muito perto, os sons imediatos -- o que significa que realmente está a escutar tudo. A sua mente não está então confinada a um pequeno e estreito canal. Se puder escutar desta maneira, de maneira fácil, sem esforço, sem tensão, descobrirá que uma extraordinária mudança acontece dentro de si, mudança que vem sem o seu querer, sem o seu desejo; e, nesta mudança, existe muita beleza e também a percepção interior, imediata e profunda.

Todos nós sofremos. Não sofremos todos nós, de uma maneira ou de outra? E desejamos aprender acerca disso? Então, podemos investigar e tentar explicar por que sofremos. Podemos ler livros sobre esse assunto, ou ir à igreja e em breve saberemos algo acerca do sofrimento. Mas não estou a falar disso; estou a falar sobre o findar do sofrimento. E o conhecimento não lhe põe fim. O findar do sofrimento começa com o enfrentar psicológico dos factos dentro de nós próprios e estando totalmente atentos a todas as implicações desses factos de momento a momento. O que significa nunca fugirmos do facto de que sofremos, não racionalizando, não emitindo opiniões acerca do sofrimento, mas vivendo com o facto completamente. Sem nos habituarmos ao sofrimento.

Pergunto se sabeis o que significa dar atenção a qualquer coisa? A maior parte de nós não dá atenção total, porque estamos habituados a condenar, a julgar, a avaliar, a identificar, a escolher. E a escolha obviamente impede esse estado de atenção porque é sempre resultado do conflito. Estar totalmente atento quando se entra numa sala, ver a mobília, a carpete ou a sua ausência, etc..., -- apenas ver; prestar atenção sem qualquer sentido de julgamento, é muito difícil. Já tentaram olhar para uma pessoa, para uma flor, uma ideia, uma emoção, sem qualquer escolha ou julgamento?

in "O Livro da Vida" de Krishnamurti
link

 
 

Pára e vê

Petrified Forest National Park
via: Botany Photo of the Day

 
 

Inovação inspirada pela Natureza

A Biomimética (Biomimicry) é uma nova disciplina de design que examina as melhores “ideias” da natureza, estuda os seus processos, tentando mimetizá-los para resolução de problemas humanos; estudar uma folha para compreender o seu sistema de captura da energia solar, é um bom exemplo desta nova disciplina. Inovação inspirada pela Natureza.

A ideia nuclear é que a natureza, imaginativa pela necessidade, tem encontrado soluções para problemas que nós, seres arrogantes, desconhecemos de todo. Os animais, as plantas e os micróbios são os coordenadores perfeitos destes processos, encontraram o melhor design, o mais apropriado e o que melhor se ajusta de forma a assegurar a sobrevivência. Após 3,8 mil milhões de anos de pesquisa e desenvolvimento, o que falhou são fósseis e o que sobrevive é o segredo bem guardado da sobrevivência.

Um colossal know how sem direitos de autor…

projectos biomiméticos interessantíssimos aqui.

 
 

contribuições para a Utopia - Fuller


A nossa pequena Nave Espacial Terra tem apenas doze mil quilómetros quadrados de diâmetro, o que, na enorme vastidão do espaço, constitui uma dimensão quase negligenciável. A estrela mais próxima de nós – o Sol, a nossa nave-mãe abastecedora de energia – encontra-se a cento e cinquenta milhões de quilómetros de distância, e a estrela seguinte cem mil vezes mais afastada. A luz demora dois anos e meio a chegar até nós vinda desta segunda nave estelar abastecedora de energia. É nesta escala de dimensões espaciais que voamos.

A Nave Espacial Terra foi tão extraordinariamente bem inventada e concebida que, tanto quanto sabemos, os humanos estiveram a bordo dela durante dois milhões de anos sem nunca se terem apercebido de que se encontravam a bordo de uma nave espacial. E a nossa nave espacial está tão soberbamente concebida que consegue manter a vida regenerando-se a bordo apesar do fenómeno da entropia, pelo qual todos os fenómenos físicos locais perdem energia. Devemos assim obter a nossa energia regeneradora da vida a partir de outra nave espacial – o Sol.

Parte do extraordinário design da Nave Espacial Terra, do seu equipamento, passageiros e sistemas internos de apoio, advêm de termos sido dotados de capacidades intuitivas e intelectuais tais como as de descobrir os genes, o ADN e o ARN, e outros princípios fundamentais do design dos sistemas vivos, da estruturação molecular e da energia nuclear. É portanto paradoxal, mas estrategicamente explicável, que tenhamos até agora espoliado, poluído e usado erradamente este extraordinário sistema químico de intermutação energética concebido para regenerar adequadamente toda a vida a bordo da nossa nave espacial planetária.

Existe um facto sumamente importante relacionado com a Nave Espacial Terra que é o de nenhum manual de instruções vir a acompanhá-la. Considero muito significativo não existir nenhum manual de instruções com o qual possamos operar adequadamente a nossa nave espacial. Devido à infinita atenção evidenciada por todos os outros detalhes, acho que o facto do manual de instruções ter sido omitido deve ser entendido como deliberado e intencional. Esta falta de instruções forçou-nos a descobrir que existem duas espécies de bagos vermelhos – bagos vermelhos que matam e bagos vermelhos que alimentam. Antes de comer um bago vermelho tivemos de descobrir qual dos dois se tratava, pois de outro modo morreríamos.


"Manual de Instruções para a Nave Espacial Terra", Buckminster Fuller.
Editado em Portugal pela Via Óptima.

 
 

Craft Design - o esplendor da madeira

das mãos do sr. Mathias Pliessnig:

 
 

Arquitectura futurista

Nordhaven residences
Um projecto residencial a construir em Copenhaga desenvolvido pela dinamarquesa 3XN

4 organic shaped apartment towers are situated in a free, playful and humanistic urban landscape. the towers consist of elliptical floor plans creating elliptical balconies which shift position moving upwards. the result is playful in its appearance, with several pragmatic advantages too.

via: designboom

 
 

sand-time watch

Interessante conceito de relógio digital
do designer russo BalYkine Pavel (link)
(via designboom)

 
 

Pára e pensa


Mas para que conheçais a que chega a vossa crueldade, considerai, peixes, que também os homens se comem vivos assim como vós. (…) Vede um homem desses que andam perseguidos de pleitos ou acusados de crimes, e olhai quantos o estão comendo. Come-o o meirinho, come-o o carcereiro, come-o o escrivão, come-o o solicitador, come-o o advogado, come-o o inquiridor, come-o a testemunha, come-o o julgador, e ainda não está sentenciado, já está comido. São piores os homens que os corvos. O triste que foi à forca, não o comem os corvos senão depois de executado e morto; e o que anda em juízo, ainda não está executado nem sentenciado, e já está comido.

Sermão de Santo António aos Peixes, pregado na cidade de São Luís do Maranhão em 1654. (link)


Palavras sábias do nosso Padre António Vieira. Passados quase quatro séculos e a pertinência do Mestre continua viva. Não mudamos um milímetro ao fim de tanto tempo. Continuamos a alimentar o ódio que nos afasta de nós próprios e nos separa do mundo,

Odeio-me: sou homem... Até quando?

 
 

Not in this Earth

Trey Ratcliff.
Vejam o seu blogue Stuck In Customs. Difícil largá-lo !

 
 

O Barefoot College

É um lugar de aprendizagem e de desaprendizagem.

É um lugar onde o professor é aluno e o aluno é professor.

É um lugar onde não são dados diplomas porque no desenvolvimento não há peritos apenas recursos humanos.

É um lugar onde as pessoas são incentivadas a cometer erros de modo a descobrir a humildade, a curiosidade, a coragem de correr riscos, de improvisar e experimentar sempre.

É um lugar onde não há nenhum tipo de hierarquia onde todos são tratados como iguais.

saiba mais sobre este singular projecto, aqui.

 
 

Colapso de Jared Diamond

Será que algum dia turistas se vão estarrecer confundidos perante as gigantescas estruturas decadentes de arranha-céus nova-iorquinos, da mesma forma que hoje nos impressionamos pelas ruínas das cidades Maia conquistadas pela selva?

Há tempo que se suspeita que muitos desses abandonos misteriosos se deveram, pelo menos em parte, a problemas ecológicos: os homens destruíram inadvertidamente os recursos naturais dos quais as suas comunidades dependiam. Esta suspeita de um suicídio ecológico involuntário – ecocídio – tem sido confirmado por descobertas feitas nas últimas décadas por arqueólogos, climatologistas, historiadores, paleontólogos e palinologistas (cientistas que estudam o pólen). Os processos através dos quais sociedades passadas se autodestruíram pela devastação dos seus ambientes naturais podem ser classificados em oito categorias, cuja importância relativa varia consoante os casos:

• desflorestação e destruição do habitat natural,
• problemas do solo (erosão, salinização e perda de fertilidade do solo),
• problemas de gestão dos recursos hídricos,
• caça excessiva,
• pesca excessiva,
• efeitos da introdução de novas espécies sobre as espécies autóctones,
• aumento demográfico e
• aumento per capita do impacto dos seres humanos.

 
 

contribuições para a Utopia - Pessoa


O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.

Mas isso (tristes de nós, que trazemos a alma vestida!),
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender.

 
 

contribuições para a Utopia - Morin


I

Quando um sistema é incapaz de resolver com seus próprios meios seus problemas fundamentais, ou ele se rompe, ou consegue fazer surgir a partir de si mesmo um "metassistema", mais complexo, capaz de resolver os problemas que lhe são colocados.
As sociedades actuais são incapazes de tratar os problemas planetários fundamentais. É vital que elas se associem, daí a alternativa; associação ou barbárie. Mas essa associação deveria fazer emergir uma sociedade de um tipo novo, uma sociedade- mundo.


II

Não podemos equacionar os problemas globais do planeta enquanto estivermos num conhecimento fragmentado em disciplinas fechadas; é preciso uma reforma do pensamento que nos permitisse conceber os problemas fundamentais e os problemas globais que nosso conhecimento actual reduz a migalhas. Não podemos pensar nem de maneira local nem global. Eles se interpelam sem parar, interpenetram e se confundem. Daí a necessidade de um pensamento complexo.


III

Vivemos prosaicamente quando fazemos aquilo que somos obrigados a fazer para sobreviver. Viver verdadeiramente é viver na intensidade da paixão, do amor, do jogo, da comunidade. Acredito que é preciso substituir a ideia de desenvolvimento, que se confia ao progresso tecno-económico para assegurar o progresso humano, pela ideia de uma política de civilização, que nos conduza a reformar nossa própria civilização e a reconsiderar os princípios que a comandam e que, na minha opinião, conduzem-nos à esclerose, à regressão, em direcção à catástrofe. De resto, não se manifestam mais na nossa civilização nem a esperança nem a solidariedade.
A idéia de que um outro caminho possível suscitaria uma ressurreição da esperança. Não mais a antiga esperança, fundada sobre a certeza do progresso, mas uma esperança consciente da aposta que ele comporta.

Edgar Morin

 
 

sítios abandonados


 
 

andaimes em bambu

 
 

o Países@

Excelente ferramenta o Países@ publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia. Indicadores sobre o meio ambiente, infra estruturas de redes, sociais, dados económicos, étnicos, linguísticos, etc. de cada um dos 192 países reconhecidos pela ONU podem ser encontrados neste site de grande utilidade e fácil utilização.

 
 

o VentureOne

Revolucionário. Radical. Inovador. Um híbrido que promete! (link)

 
 

O Manifesto do Bolor - Hundertwasser


Everyone should be able to build, and as long as this freedom to build does not exist, the present-day planned architecture cannot be considered art at all. Our architecture has succumbed to the same censorship as has painting in the Soviet Union. All that has been achieved are detached and pitiable compromises by men of bad conscience who work with straight-edged rulers.

Um texto de Hundertwasser contra o racionalismo excessivo da arquitectura contemporânea.
Texto integral aqui

 
 

Pára e pensa


Perguntaram ao Dalai-Lama…

“O que mais te surpreende na Humanidade?”

E ele respondeu:

“os homens …Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.

E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.

E vivem como se nunca fossem morrer…

…e morrem como se nunca tivessem vivido.

(ripado ao Macroscópio)

 
 

As algas “produzem” combustível naturalmente

Podem ser processadas de modo a produzir uma espécie de bio-crude o equivalente renovável ao convencional crude, para a sua refinação podem ser utilizadas as refinarias convencionais e extrair gasolina, gasóleo, jetfuel e os químicos convencionais para plásticos e drogas. Alguns tipos de algas produzem mais hidratos de carbono que após processado e fermentado dá o etanol e proteínas de valor alimentar.

Teoricamente o potencial das algas é enorme. Podem ser cultivadas em lagoas abertas, em terrenos marginais, inúteis para a agricultura convencional, em zonas de aquíferos salinos impróprias para o cultivo, na captação do dióxido de carbono libertado nos processos industriais, como já nos referimos aqui.

"Algae have the potential to produce a huge amount of oil," disse Kathe Andrews-Cramer, lider de um programa na pesquisa sobre biocombustiveis e bioenergia, "We could replace certainly all of our diesel fuel with algal-derived oils, and possibly replace a lot more than that."


Não terá a Ria de Aveiro condições para um programa I&D sobre esta matéria?
Não terá o moliço tornado infestante, um potencial escondido ?
O IF continuará atento ao desenvolvimento deste interessantíssimo projecto.

 
 

bio-refinaria portátil

Uma bio-refinaria portátil desenvolvida e testada para fins militares, transforma eficientemente lixo em electricidade:

Researchers at Purdue University have led development of a portable "tactical" biorefinery for the U.S. Army that turns a variety of waste streams into a mixture of ethanol and methane gas, which are burned in a modified diesel engine to produce electricity. The unique hybrid design--part gasifier, part bioreactor, part generator--limits the need for diesel fuel while reducing the waste produced by soldiers in the field. Two prototypes will take part in a six-month demonstration later this year. Civilian applications are also being considered.

via: Technology Review

 
 

A nova geração de aeroportos

Novas exigências exigem novas arquitecturas. Uma apresentação devidamente comentada sobre alguns dos projectos mais interessantes por esse mundo fora.

Via:Business Week

 
 

o cometa Mc'Naught

(clicar na foto para ampliar)
Mesmo sendo composta (de três fotos), não deixa de ser espectacular (reparem no cometa ao centro). Tirada a 26 de Janeiro durante a celebração do Dia da Austrália em Perth por Antti Kemppainen.

 
 

Dunas em Marte !

Dunas na cratera Proctor situada no hemisfério sul do planeta Marte onde era Inverno na altura em que esta imagem foi tirada. Os cientistas pensam que os tons brilhantes são geada de dióxido de carbono ou de … água?

Imagem: NASA/JPL-Caltech/Univ. do Arizona

 
 

Dívida externa de quem, cara pálida?

Um discurso feito por Guaicaípuro Cuatemoc embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia. A conferência dos chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caraíbas, em Maio de 2002 em Madrid, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irónico, cáustico e de exactidão histórica que lhes fez este cacique de uma nação indígena da América Central.

- Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a encontraram só há 500 anos. O irmão europeu de aduana me pediu um papel escrito, um visto,para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento - ao meu país com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.

Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a São Lucar de Barrameda, 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América. Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas!

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indemnização por perdas e danos. Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano MARSHALLTESUMA', para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia e de outras conquistas da civilização. Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, delapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros Reiches e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos,tanto de amortizar o capital e seus juros, quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-prima e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de
nossos irmãos europeus as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros que os irmãos europeus cobram aos povos do Terceiro Mundo.

Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.
Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica..."

Texto retirado do blogue A bem da Nação
(obrigado Luís !)

 
 

globalização e egoismo esclarecido

Quando se fala em fundamentalismo, é no fundamentalismo religioso que normalmente se pensa. Mas há outras formas. Pense-se concretamente no fundamentalismo económico. Já em 2001, ano em que recebeu o Prémio Nobel da Economia, J. Stiglitz, referindo-se sobretudo ao caso do Fundo Monetário Internacional, falava de "fundamentalismo neoliberal". Agora, no seu último livro - Making Globalization Work -, faz notar que mais vale ser uma vaca na Europa do que uma pessoa pobre num país em vias de desenvolvimento. Enquanto as vacas europeias recebem em média um subsídio diário de dois dólares, grande parte da Humanidade tem de viver com menos do que isso.

A globalização é inevitável. Ela é também ambivalente, isto é, tem ganhadores e perdedores. Ela pode levar ao milagre económico e ao descalabro. Mas, como sublinhou o teólogo Hans Küng, é sobretudo importante perceber que ela é "dirigível".

O facto de poder ser orientada significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético: impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes, critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global. (mais)

Anselmo Borges
via: DN Online

 
 

Hiroshima o horror que nunca nos quiseram mostrar

via: Fogonazos

Algumas fotografias impressionantes da tragédia acontecida em Hiroshima. Um testemunho da mais horrível destruição causada pelo ser humano. Durante anos as autoridades americanas zelosamente proibiram e destruíram centenas de fotografias sobre o massacre que pudessem “alterar a tranquilidade pública”.

Pensemos que isto aconteceu “ontem” (1945) entre os povos mais ricos e “cultos” do planeta. Como diria Cioran:

Eis o homem afastado do mundo e distante de si próprio. Só por abuso o classificaríamos entre os seres vivos, tão superficial é o seu contacto com a vida; o seu contacto com a morte não o é menos. Sem ter conseguido descobrir o seu lugar certo entre uma e outra, fez batota desde os primeiros passos: um intruso, um falso ser vivo, um falso mortal, um impostor.

 
 

O progresso não se deve ao instinto prático

Precisamos de nos desfazer do actual preconceito que atribui o desenvolvimento da ciência moderna, vista a sua aplicabilidade, a um desejo pragmático de melhorar as condições da vida humana na terra. A história mostra claramente que a moderna tecnologia resultou não da evolução daquelas ferramentas que o homem sempre havia inventado para atenuar o labor e de erigir o artifício humano, mas exclusivamente da busca de conhecimento inútil, inteiramente desprovido de senso prático.

Assim, o relógio, um dos primeiros instrumentos modernos não foi inventado para os fins da vida prática, mas exclusivamente para a finalidade altamente «teórica» de realizar certas experiências com a natureza. É certo que esta intervenção, logo que a sua utilidade prática foi percebida, mudou o ritmo e a própria fisionomia da vida humana; mas isto, do ponto de vista dos inventores, foi um mero acidente.

Se tivéssemos de confiar apenas nos chamados instintos práticos do homem, jamais teria havido qualquer tecnologia digna de nota; e, embora as invenções técnicas hoje existentes tragam em si um dado impulso que, provavelmente, gerará melhoras até um certo ponto, é pouco provável que o nosso mundo condicionado à técnica pudesse sobreviver, e muito menos continuar a desenvolver-se, se conseguíssemos convencer-nos de que o homem é, antes de tudo, uma criatura prática.


Hannah Arendt, in 'A Condição Humana'

via: Citador

 
 

Pára e pensa

É vivendo que eu encontro o êxtase - a simples sensação de viver é pura alegria.

Emily Dickson

 
 

casas estranhas

mais aqui

 
 

Gunkanjima, a ilha fantasma no Japão

Via : BLDGBLOG

mais aqui

 
 

Boas idéias precisam-se !


Designers of all fields are asked to submit designs and concepts for their respective homes and immediate communities, taking into consideration the implications of the “end of oil” on our culture, industries, and lifestyles. Mais aqui.

deadline: 28 de Fevereiro

 
 

Ferramentas de edição on-line estimulam criadores de vídeo

Cansados de editarem seus vídeos em programa pesados e caros, internautas já têm alternativas na web. Uma nova geração de criadores de conteúdo surge graças a diversos sites com ferramentas gratuitas de edição on-line e também devido a demanda do próprio YouTube.

Muitos dos novos criadores chegam aos sites de compartilhamento com investimento zero em equipamentos específicos, já que seus celulares têm câmeras e as ferramentas básicas de edição podem ser encontradas gratuitamente em sites como o (Jumpcut.com) e (Eyespot.com).

"O motivo para começarmos foi o fato de que tínhamos celulares e câmeras com recursos de vídeo digital (DV), estávamos tentando editar vídeos, mas era difícil. Os pacotes de software são complicados como um ônibus espacial, muito difíceis de usar", disse David Dudas, co-fundador da Eyespot à agência Reuters.

O software gratuito de edição on-line nasceu devido à frustração dos usuários com relação ao alto preço dos pacotes de programas de edição. O famoso programa Final Cut Studio 5.1, por exemplo, custa cerca de US$ 1.300.

via: Olhar Direto - Brasil