INSTITUTO FUTURISTA

Iconarmadilhemos a verdade para que ninguém lhe toque.

Holga Show

A câmera Holga foi produzida inicialmente em 1981 na China, com a função de ser uma câmera barata e acessível à boa parte da população e que utilizasse o então filme mais popular na China, o filme 120 (médio formato). Toda ela é feita em plástico, incluindo as lentes. (mais aqui)

Algumas fotos premiadas pela Photomedia Center tiradas pela Holga:

 
 

Imagens incríveis: a cumulonimbus

Não se trata de uma explosãp nuclear, trata-se de uma nuvem!


 
 

Os OGM


Os OGM são organismos manipulados geneticamente, de modo a favorecer características desejadas pelo homem. A transferência de genes é sempre um risco, seja natural ou artificial.
Só que a natureza leva milhões de anos de know how sobre o homem e isso conta. Aliás só podemos falar em risco para nós, a natureza não corre riscos evidentemente, auto-processa-se em mudanças, aparentemente sem finalidades ou objectivos. O homem é que tem que atinar com o jogo porque se o perder, perde-o para sempre. Parece-me que o homem/ciência mal conhece as regras do jogo e já faz bluff! Assim não vamos longe, somos varridos da mesa de jogo num ápice. Vale uma aposta?

 
 

Black & White Show

 
 

os algarismos

Há mais de mil anos um génio árabe concebeu as figuras de 0 a 9 que hoje conhecemos como algarismos árabes. Ele moldou as figuras de tal forma que cada uma apresentasse o número correspondente de ângulos. O número 1 contém um ângulo; o 2, dois ângulos, o 3, três ângulos, etc. O zero, significa nada, não tem nenhum ângulo.




 
 

pára e pensa: o colonialismo

Não houve colonização exemplar ou colonização melhor ou pior. A colonização é um dos capítulos mais vergonhosos da história da Humanidade. A brutalidade mais hedionda perpetrada pelos pseudo-civilizados povos europeus. Foi a destruição implacável de povos inteiros e respectivas culturas, a imposição da cultura da Morte e das tecnologias da destruição, foi a chegada da cosmovisão sinistra simbolizada pelo homem morto pregado a uma cruz de pau. É fazer um pequeno esforço e colocarmo-nos na cabeça de um nativo para melhor entender a dor e o sofrimento provocado pela ira inexplicável do “homem vestido de ferro”.

 
 

Contribuições para a Utopia - A Grande Deusa

Eis a ideia predominante no espírito redutor do homem ocidental; a selvajaria sempre dominou o mundo, como tal não existe outra forma de estar nele senão através de meios selvagens, de dominação! Só que nem sempre foi assim. Há muitos milénios atrás, antes do poder dominante da espada – o poder construtor dos impérios rigidamente hierarquizados, – existiu outra forma de ser e entender o mundo que o espectacular avanço da arqueologia nos vai revelando e que compromete essa visão redutora e simplista da pré-história selvagem. Refiro-me às sociedades que adoraram a Grande Deusa da Fertilidade disseminadas pela zona mediterrânica ; inventaram a agricultura, a tecelagem, a arte, o comércio e fundiram os primeiros metais para fins pacíficos. Alimentaram a paz e veneraram o Amor como a grande força espiritual. Sociedades em que ninguém ficava de fora, construíram as primeiras cidades organizadas, sem muralhas, o poder era a responsabilidade de distribuir e de negociar, não de dominar pela força violenta. Vestígios arqueológicos encontrados indicam uma soberba actividade espiritual e artística. A concórdia não era uma palavra vã. Posteriormente as tribos nómadas e guerreiras das montanhas e do deserto (como os hebreus p.e) impuseram o deus uno e vingador; o deus da espada, eventualmente atraídos pela riqueza e a sumptuosidade, espalharam o terror e a morte pelas comunidades não violentas. Há quem chame a este período funesto o início da civilização, eu acrescento-lhe … da infâmia. A força invasora da espada, da dominação, da hierarquia guerreira mantida rigidamente pelos vencedores até hoje.

Talvez a memória destes tempos incríveis de desenvolvimento sustentado e de vida plena ainda esteja bem viva no âmago de cada um de nós. Talvez acabe por vir à superfície.

 
 

casas estranhas




 
 

Grandes fotógrafos: Anri Sala

 
 

uma velha lenda hindú

Uma velha lenda hindu conta que houve um tempo em que todos os homens eram deuses. Como abusaram desse poder, Brama, o mestre dos deuses, decidiu retirar-lho e escondê-lo num lugar onde lhes seria impossível encontrá-lo. Sim, mas onde?
Brama convocou em conselho os deuses menores para resolver o problema.

-Enterremos a divindade do homem, propuseram eles.

Mas Brama respondeu:

-Isso não chega, porque o homem vai cavar e encontrar.

Os deuses replicaram:

-Nesse caso, escondemo-la no fundo dos oceanos.

Mas Brama respondeu:

-Não, que mais cedo ou mais tarde o homem vai explorar as profundezas do oceano. Acabará por a encontrar e vai trazê-la para a superfície.

Então os deuses disseram:

- Não sabemos onde a esconder, porque parece não existir sobre a terra ou debaixo do mar um lugar onde o homem não possa chegar um dia.

Mas Brama respondeu:

-Eis o que faremos da divindade do homem: vamos escondê-la no mais profundo dele mesmo, porque é o único lugar onde ele nunca pensará em procurar.