O antropólogo Jeremy Narby calculou alguns números surpreendentes em relação ao inteligente DNA (ácido desoxirribonucleico) embalado no microscópico núcleo de cada uma das nossas células. Se fosse possível esticá-lo, o DNA encerrado em cada célula do nosso corpo teria um comprimento de cerca de 15 cm. O DNA total dos vários biliões de células que compõem o nosso corpo daria um comprimento tal que um avião à velocidade de mil quilómetros por hora demoraria dois séculos a viajar de uma extremidade à outra!
Um punhado de terra viva, por exemplo, contem mais DNA que o nosso corpo porque o DNA embalado nas diversas bactérias existentes na terra viva é muito mais compacto que o DNA confinado ao núcleo das nossas células. Praticamente toda a superfície terrestre é coberta e penetrada pela inteligência auto-organizadora e reorganizadora desta molécula orgânica em quantidades inconcebíveis.
Será a Vida a linguagem de uma consciência cósmica expressa no mundo físico? Será ela comum a todo o Universo ?
As ideias para reinventar o mundo são vistas geralmente como irrealistas comparadas com as ideias para reinventar computadores – especialmente se falarmos muito a sério acerca de liberdade e justiça para todos os povos do mundo. O argumento repetido como um mantra - que revela uma poderosa crença - é que, “não podemos mudar a natureza humana”.O modelo básico – tipo esboço de engenharia – sobre como as coisas são no nosso mundo tem a ver com o empregue pela ciência ocidental dominante. Basea-se num mundo não vivo cujas forças cegas da natureza, expressas pelas leis da física e da evolução darwiniana fizeram de nós aquilo que somos. A natureza humana é aquilo que é, de acordo com este esquema das coisas, e, nenhum sonho sobre liberdade, justiça e paz para todos mudará a nossa natureza competitiva na luta pela sobrevivência.
Mas Elisabet Sahtouris no seu livro, Earthdance revela-nos uma nova perspectiva da natureza como ser consciente e de inteligência criativa, evolui biologicamente de forma a encontrar rapidamente soluções às crises anunciadas em vez de uma perspectiva redutora e mecânica de uma evolução lenta conduzida por mutações acidentais (darwinismo). Esta percepção integra-se num novo paradigma emergente em todos os campos da ciência; o reconhecimento que a mente humana reflecte a inteligência intrínseca da natureza, sendo esta a fonte da evolução das nossas vidas como indivíduos e como sociedade humana, para o melhor e para o pior.
Segundo Sahtouris, tudo por nós concretizado é previamente pensado, reflectido, emocionado; criamos a nossa própria realidade ao invés do que a antiga ciência proclamava; que a realidade do mundo material (o real) é independente de nós, isto é, a realidade “objectiva” nada tem a ver com o que nós pensamos sobre ela “subjectivamente”. Um equívoco que se desmoronou perante a evidencia produzida pela própria ciência: a consciência não é o último estádio da evolução mas a fonte de todo o mundo físico da Natureza incluindo a humanidade. Esta perspectiva inovadora à medida que for apreendida pela sociedade humana, permitir-lhe-á construir a realidade que profundamente deseja.
After Darwin 1,2 e 3ª partes com Elisabet Sahtouris
Este pequeno e querido marsupial australiano é o mamífero vivo mais antigo na longa história da Vida. Parece que pouco mudou desde o tempo em que repartia a Terra com os dinossáurios, um case-study para o estudo da evolução. Entre outras coisas, o Possum foi o primeiro animal a dormir e a sonhar.
60% de todas as espécies conhecidas são Insectos enquanto todos os Mamíferos e todas as Aves não chegam aos 1%! Um terço das espécies dos Insectos – um quinto de todas as espécies – é o mundo dos Escaravelhos ou Besouros. Equipados com 2 pares de asas e uma sofisticada carapaça protectora além doutros requisitos invulgares, este animal é certamente um dos grandes sucessos da Vida no nosso planeta. Existem cerca de 2 mil espécies de escaravelhos no mundo e por cá andam há muito, muito tempo…
Estranha criatura surgida há cerca de mil milhões de anos (centenas de milhões de anos antes dos primeiros dinossáurios) na chamada Explosão Câmbrica, uma deflagração criativa de vida onde diversos animais e distintos ecossistemas despertaram à face da Terra. Este extravagante animal cuja existência foi comprovada em fósseis de xisto encontrados no Canadá, possuía cinco olhos e uma espécie de tromba aspiradora de extremidade bifurcada. Extinguiu-se há muito; provavelmente não se adaptou às dramáticas e sucessivas alterações cíclicas dos ecossistemas do planeta.
Os companheiros das Diatomáceas:
Este verdadeiro patrício da vida, habita os oceanos do planeta há milhões de anos em grandes comunidades - o plankton - pertence à classe das algas, o seu nome científico é muito simplesmente, Bacillariophyceae (bacilariofíceos). Este ser perfeito é um vencedor em todo o sentido; Sobrevive nas condições do planeta mais incríveis, possui um excelente e simples sistema de navegação, liberta dióxido de enxofre na atmosfera que contribui para a formação das nuvens, reproduz-se sexuada ou assexuadamente e constroi estas belas estruturas-carapaças de silício .
A Diatomacea nasceu para ficar e ... por cá ficará. Um dos grandes sucessos da incompreensível Vida misteriosa e caprichosa.
Os assessores de George W. Bush explicaram-lhe a crise muitas vezes, mas dizem que ele não entende. Na quinta-feira passada, a uma pergunta apresentada em conferência de imprensa na Casa Branca, o brilhante estadista disse que a culpa era dos devedores que firmaram hipotecas sem saber o que estavam a fazer. A conclusão está num programa de alfabetização financeira, concluiu o senhor Bush. Neste momento em que centenas de milhares (talvez até um milhão) estão a perder as suas casas, essas palavras estabelecem um novo padrão de estupidez no país que nos deu o Ídolo Americano.
Afirmou também que os seus assessores o haviam informado que se havia injectado liquidez suficiente no sistema financeiro para que "os mercados fizessem as suas correcções". Parece que os seus assessores têm uma visão muito limitada da natureza e do alcance da crise.
Por que há tanto lixo financeiro sob a forma de hipotecas de má qualidade (subprime) no mercado)? Esse lixo financeiro, surgido do sector imobiliário, nasce com a expansão de liquidez nos anos 90, parte da herança deixada por Greenspan. O importante é que muitas destas operações foram de má fé do lado dos credores: sabiam perfeitamente que as novas hipotecas seriam impagáveis e que mais adiante poderiam apropriar-se das garantias para rematá-las. Enquanto o Fed eliminava alegremente regulações para o sector bancário e financeiro, entre 1996 e 2005 os tubarões procuravam vítimas no mercado hipotecário dos créditos subprime.
Mas trata-se de uma crise de liquidez ou de uma crise de insolvência? Se é o primeiro caso, o problema é de má coordenação entre pagamentos e cobranças, e isso resolve-se com certa facilidade. Em contrapartida, o problema da insolvência é mais complicado porque detrás dele assoma a sua cabeça o feio monstro das bancarrotas. Suas implicações macroeconómicas podem ser devastadoras. (continua)
Hong Kong 
Munique, Alemanha
S. Petersburgo, Rússia
Vancouver, Canada
arquitecto: Peter Busby and Associates
Tashkent, Uzbequistão
Bilbao, Espanha
arquitecto: Norman Foster
Frankfurt, Alemanha
arquitecto: Zbiginiew Peter Pininski
do aeroporto de Viena
A metade inferior da torre é forrada com
uma”ptfe membrane” que admite projecção
multimedia na superfície.
de Bilbao
de Estocolmo
e a Durban’s Millennium Tower
Uma ponte que é um bar ou um bar que é uma ponte, tanto faz. Fica na Áustria.
via: deputydog
A arma anti-pessoal mais terrivelmente eficaz inventada pelo homem. Atinge temperaturas de 800 a 1.200 graus C. Um vídeo perturbador gravado durante um bombardeamento napalm na guerra do Vietname.
Sou eu próprio uma questão colocada ao mundo e devo fornecer a minha resposta; caso contrário, estarei reduzido à resposta que o mundo me der. A renovação social começa na renovação individual, segundo Carl Gustav Lung:
"A psicologia do indivíduo corresponde à psicologia das nações. As nações fazem exactamente o que cada um faz individualmente; e do modo como o indivíduo age, a nação também agirá. Somente com a transformação da atitude do indivíduo é que começará a transformar-se a psicologia da nação. Até hoje, os grandes problemas da humanidade nunca foram resolvidos por decretos colectivos, mas somente pela renovação da atitude do indivíduo."
Os Artrópodes são provavelmente as criaturas mais numerosas à superfície da Terra. Este pequeno crustáceo (não ultrapassam o milímetro) nada pelos oceanos constituindo o zoo-plankton, o alimento principal das baleias e peixes. 
Um bafo do Dragão:
O problema de aperfeiçoarmos o homem é que quanto mais perfeições lhe ministramos mais imperfeições lhe descobrimos. Chega a ser vertiginoso. Um pouco como a sabedoria: é apenas tomar consciência da vastidão imensa da nossa ignorância.
Felizes os papagaios!...
O governo chinês proibiu o Buda de reencarnar:
O chamado Buda existente reencarnado é ilegal e inválido sem a aprovação governamental. (link)
Não se trata de uma brincadeira chinesa, trata-se de um sinistro decreto governamental que ostenta, mais que mil tratados, a essência do poder de um dos países influentes no mundo.
Entropia: "Progresso" para a destruição!
JL: Qual o alcance e o significado do tema "entropia" no mundo de hoje?
MBS: Com o problema da entropia ocorre um fenômeno curioso: apesar de ter a máxima importância, afetando diretamente - a curto, médio e longo prazo - a própria sobrevivência humana no planeta, tem sido bem pouco divulgado e assim praticamente ignorado pela opinião pública.
Recentemente, foi publicado na Europa a tradução atualizada do clássico Enthropy de Jeremy Rifkin, que apresenta a tendência universal de todos os sistemas - incluídos os econômicos, sociais e ambientais - a passar de uma situação de ordem à crescente desordem. Portanto, deve ser discutido por toda a sociedade, em todos os seus setores e não apenas em círculos especializados de cientistas.
JL: Por que o descaso com o problema da entropia, se se trata de tema tão grave e premente?
MBS: Para a visão mecanicista do mundo, tipicamente moderna, na linha que une Descartes, Galileu, Bacon, Newton, Locke e Adam Smith (este na economia e Locke na concepção social), a idéia de progresso é tão conatural que nem pensamos em discuti-la. Ora, nosso tema incide precisamente neste ponto: "a lei da entropia mina a idéia da história como progresso. A lei da entropia destrói a idéia de que a ciência e a tecnologia criam um mundo mais ordenado".
Numa visão mecanicista, a ênfase está unicamente no que se ordena e se desconsidera a desordem causada pela ordenação. É como se ignorássemos, por exemplo, o problema do lixo ao arrumarmos nossa casa. Quando a casa é o próprio planeta pensar que "o resto" não interessa é a síndrome do avestruz...
JL: Comecemos pela caracterização e definição de entropia
MBS: Originalmente, "entropia" (troca interior) surgiu como uma palavra cunhada do grego de em (en - em, sobre, perto de...) e sqopg (tropêe - mudança, o voltar-se, alternativa, troca, evolução...). O termo foi primeiramente usado em 1850 pelo físico alemão Rudolf Julius Emmanuel Clausius (1822-1888).
Para caracterizar a entropia, vamos partir de uma renomada autoridade, o físico Enrico Fermi, um dos pais da bomba atômica. Em seu Thermodynamics, ele define a primeira lei da termodinâmica:
"A primeira lei da termodinâmica é essencialmente a afirmação do princípio de conservação da energia para sistemas termodinâmicos. Como tal, pode ser expressa do seguinte modo: 'A variação de energia num sistema durante qualquer transformação é igual à quantidade de energia que o sistema troca com o ambiente'. Esta primeira lei não coloca limitações sobre as possibilidades de transformação de energia de uma forma para outra".
Ora, essa possibilidade ilimitada de transformação é a base de toda a civilização do progresso. Já a segunda lei da termodinâmica impõe severas limitações: "É ímpossível uma transformação cujo resultado final seja transformar em trabalho todo o calor extraído de uma fonte" (postulado de Kelvin).
JL: Como se traduz isto em termos gerais?
MBS: O primeiro princípio estabelece que a energia não pode ser criada nem aniquilada. Há ainda um terceiro princípio -o do equilíbrio- que indica que dois corpos -ambos em equilíbrio térmico com um terceiro- se colocados em contato, encontram-se em equilíbrio entre si.
O curioso é que historicamente o próprio primeiro princípio tenha causado tanta oposição e resistência para ser aceito, porque havia o ideal de construir uma máquina que pudesse efetuar trabalho sem consumir energia (motu perpetuo da primeira espécie). Em linguagem leiga, o segundo princípio indica que, com o tempo, dispomos sempre menos de energias utilizáveis. Ou, resumindo: "a energia total do universo é constante e a entropia (a desordem) total está em contínuo aumento".
Estamos, então, num universo que se degrada energeticamente, e esta realidade deveria levar a um dispêndio minimal das energias disponíveis, ainda mais no sistema de nossa pobre Terra, cujos materiais utilizáveis são muito limitados. Portanto, a produtividade não deveria ser medida pela maior quantidade de bens econômicos produzida num determinado período de tempo, mas sim pela maior quantidade produzida com o menor dispêndio energético possível. E, do mesmo modo, criar a ordem que deixe menos desordem (em outros âmbitos).
...
JL: E que soluções se apresentam, se tomarmos existencialmente a questão da entropia?
MBS: Aqui é realmente trágico. Rifkin fala de uma volta radical a um ritmo natural no qual se deve reverter drasticamente o sentido do fluxo campo-cidade, as pessoas deveriam voltar ao campo, as cidades não deveriam comportar mais do que cem mil habitantes e a população mundial não superar um bilhão de habitantes. É precisamente com base nessas constatações que surgem atualmente grupos de fanáticos como o Aum Shinrikyô. Pouca gente deu atenção ao fato de que o famoso atentado no metrô de Tóquio, o do gás sarin, foi motivado por uma ideologia de eliminação de estratos inferiores da (super) população. De fato Shoko Asahara estava ligado aos militantes russos seguidores de Vladimir Zhirinovskij e, presumivelmente, à proscrita extrema direita alemã do NSDAP (Partido Nacional-Socialista do Trabalho). Nem cabe portanto considerar a disparatada proposta rifkiniana de reduzir a população de seis para um bilhão.
...
JL: Qual o papel do computador e da informática na entropia?
MBS: Por um lado, o computador permite operacionalizar as transformações de energia, acelerando o esgotamento dos limitados recursos de energia e materiais. Por outro lado, o computador é a realização concreta desse abstrato que Heidegger (e o fato incrível é que Heidegger sequer conheceu os computadores) chamava de Ge-stell (dis-positivo, aparelho, aparato, armação, estante etc.): "Já que a essência da técnica moderna repousa no Ge-stell, daí decorre a necessidade da técnica de empregar a ciência exata da natureza. Daí origina-se a aparência enganadora de que a técnica moderna seja ciência natural aplicada". Resumindo, temos uma ciência abstrata, uma realidade virtual (formada pela tecnologia) e uma base real: o esgotamento energético real (não intuído).
Pode-se dizer que a revolução informática do aparelho - dispositivo que produz informação - completou a revolução industrial da máquina - dispositivo que produz trabalho. Máquinas e aparelhos são, na atual crise, já visíveis como agentes do nihilismo da demiurgia humana.
...
Quando as pessoas são livres de fazer o que lhes apetece, geralmente imitam-se umas às outras.
fotografias aéreas de África:
O IF fez um lift e reabriu a livraria. 5 Temáticas que se interligam de acordo com a nossa maneira de ler e ver as coisas. Serão actualizadas conforme os ventos e de acordo com a nossa navegação. Para já temos:
Uma das maiores e ditas seguras centrais nucleares do mundo, a Kashiwasaki no Japão não resistiu ao forte abalo ocorrido no passado mês de Julho. A companhia japonesa responsável pela central, a TEPCO, pressionada pela opinião pública japonesa, “corrigiu” a informação inicial da fuga para o mar de 100 barris de água contaminada para 438 barris. Nem o Japão nem o mundo.
foto de Nuno Milheiro Estes monumentos de granito foram construídos na altura em que se incrementou o cultivo do milho e serviam para proteger o cereal das intempéries e dos animais roedores. Parte destes espigueiros são ainda hoje utilizados pelas gentes da terra. (link)
Mas se não encontrares uma companhia inteligente, uma pessoa sábia e bem-comportada que te acompanhe, então vai sozinho, como um rei que abandona um reino conquistado ou como um enorme elefante na floresta profunda.
A uns 105 km de Las Vegas no deserto de Nevada, Estados Unidos existe um lugar conhecido como Nevada Test Site no qual entre os anos 1951 e 1992 ocorreram 925 testes nucleares executados pelo exército norte-americano. Utilizaram todo o tipo de detonações sendo a maioria no subsolo. Actualmente a paisagem visível no Google Maps, composta por dezenas de crateras, evoca uma versão sinistra da paisagem lunar.Segundo a Wikipedia, durante os anos 50, as nuvens radioactivas resultantes dos testes efectuados poderiam ser vistos a uma distância de 100 milhas em todas as direcções incluindo a cidade de Las Vegas onde se tornaram verdadeiras atracções turísticas. As explosões eram tão potentes que se sentiam sob o próprio solo da cidade.
A maior das detonações teve lugar a 6 de Julho de 1962 no âmbito da Operation Plowshare onde o exército norte-americano explodiu uma bomba de 104 kilotons que deslocou 12 milhões de toneladas de terra criando uma cratera de 390 metros de diâmetro e 100 metros de profundidade, visível do espaço.
Os objectivos desta operação seriam demonstrar que as armas nucleares poderiam ser utilizadas com fins pacíficos em grandes obras de engenharia como criar baías, acessos entre montanhas ou rasgar canais como o de Panamá. Felizmente tal ideia absurda nunca chegou a vias de facto.
Segundo um relatório do National Institute of Cancer publicado em 1997, as centenas de testes nucleares efectuados provocaram de 10.000 a 75.000 casos de cancro de tiróides na população de Nevada.

No próximo dia 27 de Agosto o nosso vizinho planeta Marte apresentar-se-á mais luminoso e maior. Por volta das 0,30horas estará "apenas" a 55,76 milhões de quilómetros de distância do nosso planeta, a mais próxima dos últimos 60.000 anos. Esta será uma oportunidade única na vida, pois uma aproximação como esta só em 2887.
via: resistir.info
Não respirem. Há uma guerra feroz contra as emissões de CO2 e vocês estão a libertar CO2 cada vez que respiram. A campanha dos multimédia contra o aquecimento global, que está a saturar os nossos sentidos e que insiste que o inimigo é o aumento do componente CO2 dos gases com efeito de estufa, não faz prisioneiros: ou vocês estão connosco ou estão contra nós. Ninguém pode pôr em causa a nova ortodoxia nem se atreve ao pecado da emissão. Se Bill Clinton se fosse candidatar agora à presidência iria jurar que não respira.
Como foi que chegámos a isto? Como é que um assunto ainda ontem tão misterioso que interessava apenas a meia dúzia de cientistas especialistas aparece tão repentinamente no nosso discurso? Como é que a especulação científica evoluiu tão rapidamente para profecias unânimes de apocalipse? Estas perguntas não são hipotéticas mas perguntas históricas e têm resposta. Acontecimentos destes não surgem por acaso; o seu aparecimento é provocado.
Geralmente as nossas ideias têm tendência para não serem as nossas próprias ideias: raramente lá chegamos por nós mesmos e pelo contrário absorvemo-las a partir do mundo à nossa volta. Isto é particularmente óbvio quando as nossas ideias acabam por ser as mesmas de quase toda a gente, mesmo de pessoas com quem nunca nos encontrámos nem comunicámos. De onde é que apareceu esta ideia sobre a crise urgente do aquecimento global e das emissões de CO2 e como é que ela entrou nas nossas cabeças, se apenas alguns de nós leram, ou tentaram ler, um simples documento científico sobre os gases com efeito de estufa?
A resposta a esta pergunta não é difícil, como poderia parecer, pela simples razão de que é necessário uma grande quantidade de dinheiro e de recursos para instilar uma ideia em tantos espíritos ao mesmo tempo e tão rapidamente, e os únicos com capacidade e meios para tal são o governo e as grandes empresas, em conjunto com os seus mecanismos multimédia. Para efectuar uma viragem tão significativa na atenção, percepção e crença é necessário um esforço substancial e portanto visível e demonstrável. (continua)
O modernismo ultrapassou os deuses ao focar o centro dos seus fundamentos nos processos humanos. Nesta ruptura psicológica sem precedentes, passamos de um paradigma estático e eterno (deus) para o paradigma do processo dinâmico como realização de uma acção (humana), ultrapassamos o dogma e tropeçamos na contingência, no dilema, num puzzle que é preciso decifrar. Neste pano de fundo que vai do menos ao mais infinito o homem está só, incrédulo e desordenado. Durante o período pré-moderno, todo o corpo de conhecimento foi organizado em compartimentos especializados na sua objectividade, no seu território. Mas o mundo moderno é um mundo muito diferente desses olhares inocentes do passado. Agora somos um processo interminável que deve ser orientado conforme soluções que acharmos as mais adequadas, pelo menos provisoriamente enquanto nossos princípios éticos. Nesta perspectiva o design é a grande ferramenta perante o desafio da complexidade e do relativismo.



























