Conhecido oficialmente como o
Svalbard Global Seed Vault, Depósito Global de Sementes de Svalbard, um sistema de cavernas artificiais, escavadas numa montanha do arquipélago de Svalbard, na Noruega está agora acessível após os primeiros degelos primaveris.

O depósito consiste em três enormes cavernas, escavadas numa montanha de arenito e com uma porta localizada 130 metros acima do nível do mar. Cada caverna tem um espaço de 1.500 metros cúbicos - 25 metros de profundidade, por 10 de largura e 6 de altura.

As amostras de sementes, enviadas por diversos países do mundo, são guardadas em recipientes hermeticamente fechados. Em volta da caverna reina um clima gelado, com uma média anual de temperatura de -4º C. Graças a isso, um pequeno sistema de "ar-condicionado" de 10 KVA será suficiente para manter as amostras de sementes a -18º C.

As sementes de trigo poderão durar 1.700 anos em perfeitas condições de germinação; as de cevada durarão 2.000 anos, enquanto as de sorgo deverão permanecer intactas até 20 mil anos.No total, serão 4,5 milhões de espécies vegetais únicas, cujas sementes durarão no mínimo 1.000 anos.
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da mais sofisticada...

à mais simples.

Um blogue mantido por Chris Drury durante um programa de três meses no Antárctico:
I shall be in Antarctica with BAS on the Artists and Writers program from mid December to early February. I will be looking at ice and weather formation in the macrocosm, working with scientists and satalite data. I will also be out in the field as much as possible intereacting with the landscape as I find it.

atingem o dobro da altura da Estátua da Liberdade.
Aqui
…) Tudo, porém, faz parte do mesmo: um processo geral de tecnicização do ensino, onde a instrução “prática”, isto é, imediatamente traduzível em termos laborais ou técnicos (Inglês, Informática, etc), marginaliza primeiro e expulsa depois os conhecimentos “teóricos”, isto é, aqueles que “só” servem para estudar o sentido da vida. O bom, o belo, o justo, são desterrados das salas de aulas em benefício do útil. Mas se não sabemos onde está o bom, o belo e o justo que sentido dar a essa utilidade? Para que serve o útil? A tragédia do utilitarismo é que acaba por ser inútil.
A pergunta “para que serve estudar filosofia” admite sempre uma só resposta: Estudar filosofia serve para não fazer perguntas tão tontas. Isto haveria que explicá-lo – ainda que talvez seja inútil – a quem se empenhou em converter os centros de ensino em simples dispensários de instrução “prática”. A finalidade da educação – que é algo mais que simples instrução – não é só formar seres úteis para a sociedade, isto é, fabricar bons sistemas; criar bestas eficientes é um horizonte bem pouco prometedor. A educação serve para coisas muito mais altas. Os gregos, por exemplo, viam a formação do cidadão como uma obra de arte. Por isso ensinavam coisas tão pouco “práticas” que projectaram a sua sombra durante milénios. Os egípcios, pelo contrário, limitavam o ensino à pura instrução técnica da casta dos escribas; a sua civilização, que obteve êxitos surpreendentes, desapareceu sem deixar rastro vivo na História. Hoje o caminho da Europa, paradoxalmente, afasta-se da Grécia clássica e abraça o modelo do Egipto dos faraós. A poeira engolir-nos-á nas nossas faustosas pirâmides.
Uma velha piada relata que um automóvel avança pela auto-estrada a toda a velocidade. Dentro vão dois tipos. Pergunta um ao outro: «Onde vamos?». O outro olha o seu relógio e responde: «Não sei, mas levamos uma média excelente». Não há dúvida de que a nossa civilização leva uma média excelente. Mas, efectivamente, há tempo que deixou de nos interessar saber para onde vamos.
José Javier Esparza,
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