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Ecologia genética



Mae-Wan Ho investigadora sénior em genética bioquímica humana, autora de dezenas de livros entre os quais o elucidativo, “Genetic Engeneering, Dream or Nightmare?” sobre a responsabilidade social da ciência e os riscos concretos dos transgénicos.

Põem em evidência os riscos consequentes da transferência horizontal dos genes, já demonstrados por vários estudos científicos, principalmente no que se refere ao surgimento de novos vírus potencialmente perigosos para os seres humanos.

Entre outros pontos, Mae-Wan-Ho analisa a relação da ciência com a sociedade, salientando o facto de não existir uma só ciência mas várias, cada uma delas intimamente ligada à cultura a que pertence;

a ciência ocidental que actualmente hegemoniza o mundo representa uma visão reducionista da natureza, sua manifestações e fenómenos, suas relações e interdependências. Este esquema já foi desmontado teoricamente a princípios do século passado pela física quântica, mas muito pouca gente reparou no facto. O paradigma unidireccional da ciência ocidental não pode conter nem explicar os descobrimentos relativos à funcionalidade do caos no desenvolvimento da vida. É baseada neste principio que se desenvolve uma nova concepção chamada “ecologia genética”, segundo o qual o material genético-DNA, e em alguns casos RNA- pode transferir-se de um organismo para outro através do ambiente, em vez de verticalmente mediante a reprodução.

Mae, não se opõe à investigação dos transgénicos mas ao facto de actualmente a investigação ser feita entre quatro paredes, de costas para a sociedade e só em função dos interesses das grandes corporações,

os cientistas deveriam manter uma intensa discussão sobre como serem úteis à sociedade, em vez de estarem tão ocupados especulando acerca das potencialidades comerciais dos resultados do seu trabalho”.




 
 
 
 

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