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Ouro não é riqueza

O ouro é um dos sectores mais mortíferos do mundo da finança. É o centro da Caverna da Morte. O ouro não pára a dissolução das economias nem cria riqueza além da sua real beleza natural, evidentemente. É um centro económico mortal. Sempre afirmei que o trabalho é o verdadeiro centro da criação de riqueza, não o ouro nem os títulos de dívidas.

A verdadeira riqueza reside no trabalho, fazer crescer coisas, colher coisas, transportar coisas, forjar coisas, extrair coisas, misturar coisas, martelar as coisas; tudo isto produz “riqueza”. Um campo de milho sem ceifeiros é tão inútil como uma mina sem mineiros. De nada vale o que os mineiros fazem se não houver pessoas a fundir metais e, mesmo assim, tudo é inútil se não houver pessoas martelando o metal para o tornar mais útil. A riqueza decorrente deste sistema torna-nos mais ricos e melhora-nos a vida.

Mas quando todas as partes do sistema estão sedentas de dinheiro devido à ambição de alguns ao lucro fácil e sem trabalho, a coisa torna-se perigosa, muito perigosa.

Culture of Life News

 
 

A tempestade que se aproxima

ripado ao António Maria:

A economia americana e europeia estão a acordar de um sonho que se transformou num pesadelo. O sonho foi acreditar que o Capitalismo poderia ser alimentado eternamente pelo consumo, autorizando por isso a exportação de boa parte das actividades produtivas para a Ásia. O pesadelo foi acordar com a verificação catastrófica de que a dívida infinita em que se metamorfoseou o sistema financeiro mundial, erigido pelos casinos de Wall Street, Londres, Tóquio e Frankfurt, pode a qualquer momento afundar por uma centena de anos, ou mais, a supremacia económica e política do Ocidente, conquistada a pulso, por vezes violento, desde o longínquo ano de 1498, quando Vasco da Gama avistou Calecute, descobrindo então o caminho marítimo que ligaria a Europa à Índia. Estamos, por assim dizer, neste preciso momento, no olho do furacão que destruirá o hegemonismo euro-americano no mundo, e a experiência não vai ser bonita! mais aqui

[site]

 
 

Previsões para 2008: mau tempo aproxima-se

Ao virarmos a esquina para 2008, estremeço só de imaginar como tudo se irá desenrolar. Sem querer elaborar muito, o meu pequeno cérebro em forma de noz não concebe, porém, um cenário em que a economia dos EUA não acabe numa maca da sala de emergências da História.

O mercado imobiliário encontra-se numa espiral mortal. Eventualmente, o preço médio de uma casa terá de baixar ao nível do rendimento médio, e é uma grande descida, talvez 50 por cento. Até que isso aconteça, as casas dificilmente serão vendidas.

O que acontece na esfera do mercado imobiliário irá certamente recair sobre a banca e a finança e sobre o que for que ainda constitua a generalidade da economia dos EUA. O medo e insegurança à volta dos títulos de crédito negociáveis e credíveis derivam, primeiro, dos milhões de hipotecas problemáticas balouçando suavemente ao sabor do vento. Estes medos e inseguranças vão multiplicar-se à medida que os incumprimentos começam a surgir no mercado imobiliário e os indivíduos desesperados embarcam na onda dos incumprimentos dos cartões de crédito, tudo isto, também, securitizado e disseminado pelo mundo fora. Nada disto foi ainda avaliado nas divulgações públicas dos inúmeros bancos afectados e outras instituições de crédito que o sustentam. (mais aqui)

Jim Kunstler

[via]

 
 

O futuro Presidente dos EUA

Stop Dreaming, é o mote da campanha de Ron Paul, um dos candidatos republicanos.
A política realista de Ron Paul levá-lo-à à Casa Branca, espera-o um país quase falido.

 
 

A China em África

O presente chinês ao amigo africano: a sede da União Africana em Adis-Abeba, obra de 150 milhões de dólares. Um presente cheio de significado.

China in Africa: um excelente artigo da BBC NEWS

 
 

A crise aí está

ripado na íntegra ao Trabalhos e Dias:

Há vários decénios que a História da indústria e do comércio não é mais do que a história da revolta das forças de produção modernas contra as condições modernas de produção, contra as relações de propriedade que formam as condições de existência da burguesia e do seu predomínio. Basta mencionar as crises do comércio, que por serem periodicamente cíclicas põem em jogo e cada vez mais ameaçadoramente a existência de toda a sociedade burguesa. Nas crises do comércio, uma grande parte, não só dos produtos existentes, mas também das forças de produção anteriormente criadas, é sistematicamente aniquilada. Nestas crises, irrompe uma epidemia social, que teria parecido absurda a todas as eras anteriores: a epidemia da superprodução.

Karl Marx, Manifesto Comunista, in Patrick Gardiner, Teorias da História


Ufanam-se os economista americanos Samuelson e Nordhaus, o primeiro, Prémio Nobel de Economia em 1970, com as “profecias erradas” de Marx, em particular as que previam a degradação das condições de vida dos trabalhadores. Dizem eles na sua bíblia da Economia, lida e estudada por estudantes universitários de todos os cantos do Mundo:

Estas foram as profecias que inspiraram gerações de radicais da velha e da nova esquerda. Com o passar das décadas, contudo tornou-se claro que a história não estava a seguir o guião de Marx. Os trabalhadores estavam a beneficiar de salários reais cada vez maiores e de menos horas de trabalho e a parcela do trabalho no rendimento nacional estava a crescer lentamente. (…) E quando Keynes escreveu a sua Teoria Geral em 1936 deu nova vida e renovou a fé no capitalismo misto. Samuelson e Nordhaus Economia, 14ª Edição. MacGraw-Hill, pág. 447.


Há muito que os economistas e filósofos se tinham apercebido das crises cíclicas do capitalismo, desde Juglar, passando por Kondratief a Schumpeter, para não mencionar Marx. E se o capitalismo se renovou com Keynes, tal só aconteceu, porque o mesmo reescreveu as regras do jogo. Com Keynes, o capitalismo deixa de ser puro e passa a ser misto, e porquê? Porque advoga a intervenção do Estado para corrigir, exactamente, as desregulações em que ciclicamente o mercado cai e as ineficiências de que o mesmo padece, em particular, no que concerne à redistribuição da riqueza. Por outras palavras, se o mercado for deixado a funcionar por si próprio, não haverá nenhuma mão invisível que a prazo o coloque nos eixos. Com Keynes, é o Estado que toma o lugar dessa inexistente mão invisível. Assim, após 1929 até final da década de 70, tivemos com efeito, um “capitalismo misto” que elevava os salários reais sendo cada vez menos as horas de trabalho.

Após o início da década de 80, com os governos de Tatcher e de Reagan, desencadeia-se o monetarismo de Milton Friedman e as políticas económicas keynesianas passam a ser consideradas obsoletas: o capitalismo puro instalou-se outra vez lentamente e, defendem os novos arautos do capitalismo, o papel do Estado enquanto regulador da economia e do mercado deve ser mínimo.

Se assim é, porque nos admiramos com o regresso das crises cíclicas, e das exigências para se trabalhar mais horas por semana e mais tempo na vida? Porque nos admiramos com a quebra dos salários reais, com o crescente número de desempregados e com o medo generalizado de se perder o emprego? Na verdade, é com esse medo que hoje joga o opressor. E parece ser uma grande verdade, aquela que li nas paredes das ruas suburbanas: a melhor arma do opressor é a cabeça do oprimido.

Alan Greenspan diz que está optimista, que a tempestade há-de passar. Mas já percebemos que é só para nos dar alguma confiança. E Jean-Claude Trichet, esse, já não sabe o que fazer com as taxas de juro. O que se sente na verdade, é a incerteza e a insegurança, pois quando se está verdadeiramente confiante, não é necessário afirmá-lo.

 
 

Contribuições para a Utopia - Andre Gorz


O filósofo alemão Erich Hörl demonstrou, em uma tese realmente magistral, que, no curso dos últimos 150 anos, a ciência tem-se distanciado cada vez mais da realidade perceptível através dos sentidos, da realidade sensorial: no mundo real, um pensamento mais matematizante privilegia somente as estruturas que podem ser enquadradas em termos matemáticos. Por exemplo, a linguagem matemática dos cálculos informatizáveis tem contribuído para alienar não apenas a ciência mas também o capitalismo dos aspectos do sentido e das interações sociais, excluindo como não real tudo o que não seja calculável. À custa de processos de pensamento não sensoriais e matemáticos, têm-se chegado a uma condição ambiental e a um tipo de vida que já não é, física e mentalmente, a medida do homem. Por isso os detentores do poder têm tido a necessidade de criar seres humanos mais eficientes. A loucura do poder econômico e militar e a obsessão eficientista criaram a necessidade de inteligência artificial, de máquinas humanas artificiais. Só poderemos efetivamente falar de uma sociedade do saber quando a ciência e a economia não estiverem mais sujeitas aos imperativos do capital, quando perseguirem objetivos políticos sociais, ecológicos e culturais. Idéias como essa são hoje compartilhadas por um número ainda reduzido, mas em constante ascensão, de expoentes do mundo científico.

(extracto de uma entrevista de Andre Gorz publicada na Global Project.)

 
 

Estados Unidos: insolvência e liquidez na crise

via: resistir.info


por Alejandro Nadal

Os assessores de George W. Bush explicaram-lhe a crise muitas vezes, mas dizem que ele não entende. Na quinta-feira passada, a uma pergunta apresentada em conferência de imprensa na Casa Branca, o brilhante estadista disse que a culpa era dos devedores que firmaram hipotecas sem saber o que estavam a fazer. A conclusão está num programa de alfabetização financeira, concluiu o senhor Bush. Neste momento em que centenas de milhares (talvez até um milhão) estão a perder as suas casas, essas palavras estabelecem um novo padrão de estupidez no país que nos deu o Ídolo Americano.

Afirmou também que os seus assessores o haviam informado que se havia injectado liquidez suficiente no sistema financeiro para que "os mercados fizessem as suas correcções". Parece que os seus assessores têm uma visão muito limitada da natureza e do alcance da crise.

Por que há tanto lixo financeiro sob a forma de hipotecas de má qualidade (subprime) no mercado)? Esse lixo financeiro, surgido do sector imobiliário, nasce com a expansão de liquidez nos anos 90, parte da herança deixada por Greenspan. O importante é que muitas destas operações foram de má fé do lado dos credores: sabiam perfeitamente que as novas hipotecas seriam impagáveis e que mais adiante poderiam apropriar-se das garantias para rematá-las. Enquanto o Fed eliminava alegremente regulações para o sector bancário e financeiro, entre 1996 e 2005 os tubarões procuravam vítimas no mercado hipotecário dos créditos subprime.

Mas trata-se de uma crise de liquidez ou de uma crise de insolvência? Se é o primeiro caso, o problema é de má coordenação entre pagamentos e cobranças, e isso resolve-se com certa facilidade. Em contrapartida, o problema da insolvência é mais complicado porque detrás dele assoma a sua cabeça o feio monstro das bancarrotas. Suas implicações macroeconómicas podem ser devastadoras. (continua)

 
 

Homem, um Ser absurdo

Se pudéssemos reduzir a população da Terra a uma pequena comunidade de 100 pessoas mantendo as proporções de hoje em dia, seria algo como isto:

link

 
 

reformar o mercado

Hazel Henderson

O mantra de economistas, banqueiros centrais, Banco Mundial, FMI e outros consultores para países em desenvolvimento clama, acima de tudo, por uma reforma no mercado. Desembrulhando o jargão, isso significa que eles querem desregulamentação, comércio livre, privatização, moedas conversíveis, crescimento via débito e exportação e mercados de trabalho flexíveis – resumido como o “Consenso de Washington”.

Hoje, a reivindicação está se transformando em demanda por reformas do mercado e do capitalismo, bem como do estreito “scorecard” econômico de progresso, o Produto Interno Bruto (PIB). Stravos Dimas, Comissário Europeu do Meio Ambiente liderará a conferência Além do PIB, prevista para novembro de 2007 no Parlamento Europeu (www.beyond-gdp.eu).

Hoje em dia, a receita do tipo “tamanho único” para o crescimento econômico, medido pelo PIB, está sendo questionada em outros terrenos, além do social e ambiental. A razão é que a visão geral ofercida por esse modelo é falha. A cúpula do G-8 na Alemanha e os CEOs corporativos em Davos preocupam-se com o caos do clima global e o grupo US-CAP, relacionado a eles, exigem limites mandatários para a própria emissão de carbono. Com o fracasso dos diálogos comerciais na OMC, a crescente lacuna entre ricos e pobres, os efeitos da globalização, a diminuição de postos de trabalho manual e, cada vez mais, de trabalho administrativo, a procura por almas conscientes continua. Não há como assegurar ao cidadão mediano que qualquer novo pensamento derivado dessas políticas esteja no horizonte.

Os europeus estão liderando o novo debate e já dão preferência à economia de mercado social mista. A China modificou o modelo do Consenso de Washington, criando sua própria economia social, onde os mercados são vistos como “bons servidores, mas mestres ruins”. Hoje, a maioria dos países latino-americanos está rejeitando a fórmula dos EUA, em prol dos modelos europeu e chinês. Há alguns anos, as economias de Taiwan, Coréia do Sul e Singapura prosperaram no modelo asiático de mercado, dirigido e regulado pelo governo. (mais aqui.)

 
 

Serão as energias renováveis um investimento seguro a longo prazo?

Os investidores estão a despejar milhares de milhões de dólares em projectos de energias renováveis tais como parques eólicos, solares e de ondas do mar, assim como em biocombustíveis. Eles parecem estar confiantes em que a actual popularidade das energias renováveis torna tais investimentos seguros a longo prazo. Mas serão eles, tal como a bolha das dot.com, apenas uma tempestade num copo d'água?
...
Na Europa, a produção dos parques eólicos é remunerada três vezes mais cara do que o custo da produção a partir de centrais convencionais e, na maior parte dos casos, os produtores não têm de pagar as linhas de transporte nem os custos das centrais térmicas de reserva que são necessárias quando não sopra o vento. Nos Estados Unidos, as isenções fiscais constituem dois terços do benefício obtido pelos proprietários dos parques eólicos. Os subsídios às células fotovoltaicas e a muitas outras energias renováveis são ainda mais elevados. Os subsídios e isenções fiscais aos biocombustíveis estão a persuadir os agricultores a comutarem dos alimentos para os biocombustíveis, contribuindo para a desflorestação e pressionando em alta os preços dos principais alimentos.
...
Se se tornar aceite que as renováveis são caras e ineficazes ou, tal como com o imperador lendário, que “não tem calças” a teoria de que o CO 2 produzido pelo homem provoca um perigoso aquecimento global, tudo o que está associados aos projectos de energias renováveis pesadamente subsidiados, comércio de carbono, biocombustíveis, etc provavelmente sofrerá um crash estilo dot.com quando os investidores caírem fora.

A irritação dos investidores que perderam o dinheiro que foram aconselhados a investir nas renováveis subsidiadas será voltada contra aqueles que promoveram estes investimentos e fracassaram em darem os passos necessários para lhes assegurar que a ciência e a teoria económica tinham bases sólidas. Estas pessoas descobrirão que as suas carreiras, rendimentos e reputações profissionais estão em risco. Além disso, o colapso fará um enorme dano a toda a ciência.

 
 

Pára e pensa

...a nossa economia mundial é cada vez mais assente em bens que não são de primeira necessidade.

Afinal o que é um bem de primeira necessidade? Ainda ontem li algures que os jovens consideram o telemóvel mais "cool" que o sexo.

via: Balanced Scorecard

 
 

A Enciclopédia da Vida - um projecto colossal

Detalhada, colaboradora, personalizada e progressiva, a Enciclopédia da Vida é um ecossistema de páginas web onde a informação chave sobre a vida é acessível a todos e em qualquer lugar. O nosso objectivo é conceber uma enciclopédia em desenvolvimento constante na Internet que viva das contribuições de cientistas e também de amadores para transformar a ciência da Biologia inspirando uma geração nova de cientistas, agregando todos os dados conhecidos sobre cada espécie viva. E finalmente, para aumentar a nossa compreensão colectiva da vida na Terra e proteger ao máximo o riquíssimo espectro da biodiversidade.



link

 
 

O Ripple para um mundo melhor

Eis uma ideia típica da web social 2.0; o Ripple. Funciona assim:

Os publicitários pagam para publicar os seus anúncios no Ripple. O dinheiro gerado pelos cliques efectuados pelos web-surfistas nos ditos anúncios revertem automaticamente para causas humanitárias previamente seleccionadas; Uma autêntica win-win situation: Os publicitários vêem os seus anúncios promovidos e os web-surfistas contribuem sem qualquer esforço adicional.

Se não entendeu muito bem este processo não há crise. Basta entrar no Ripple clicar algures com a certeza que está a fazer algo de bom. Experimente!

via: electro^plankton

 
 

Petróleo e Ética: o exemplo norueguês

Henrik Syse, um filósofo e professor de ética foi contratado pelo governo norueguês para integrar o grupo responsável pela gestão de um fundo público, chamado Fundo do Petróleo sustentado pelas receitas da exploração petrolífera naquele país. Trata-se de um dos principais fundos mundiais, gere cerca de 210 mil milhões de dólares. Esta decisão do governo baseou-se nos princípios éticos que devem presidir às opções de investimento deste fundo. Empresas ou corporações eticamente duvidosas são excluídas do portfolio. Publicamos um interessante excerto da entrevista de Syse (tradução nossa):

Quando trabalhamos na governação de empresas em que investimos, temos estratégias baseadas em interesses éticos, sociais e ambientais, em paralelo aos tradicionais interesses financeiros. Integrar a ética nos negócios é uma coisa boa naturalmente. Mas é também rentável a longo prazo. Quando investimos a longo prazo não estamos interessados no que se passa nos 2 ou 3 meses seguintes mas nos 20, 50 ou 100 anos seguintes. O lucro proporcionado pelo petróleo norueguês é uma dádiva que deve ser compartilhada com as gerações futuras. Investir em empresas extensivamente corruptas ou que criminosamente enterram venenos que destroem as comunidades locais não são bons investimentos, podem dar lucros a curto prazo, mas a sua confiança está minada a longo prazo. (entrevista integral aqui em inglês)

Mais um bom exemplo das boas práticas governativas nórdicas. Se as instituições internacionais como o FMI ou o Banco Mundial seguissem este exemplo, uma boa parte da corrupção internacional seria eliminada sem grande esforço. Não se trata apenas de meros sentimentos altruístas, mas de umas gestão correctíssima dos recursos que são de todos: dos que cá estão e dos que hão-de vir.

Sigamos este trilho! É este o caminho que nos leva ao futuro da civilização humana. Magnífico.

 
 

Construir um mundo melhor


Os 8 objectivos do milénio para o desenvolvimento (PNUD).

1 Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população com renda inferior a um dólar PPC por dia. Reduzir pela metade, entre 1990 e 2015, a proporção da população que sofre de fome.

2 Garantir que, até 2015, todas as crianças, de ambos os sexos, terminem um ciclo completo de ensino básico.

3 Eliminar a disparidade entre os sexos no ensino primário e secundário, se possível até 2005, e em todos os níveis de ensino, o mais tardar até 2015.

4 Reduzir em dois terços, entre 1990 e 2015, a mortalidade de crianças menores de 5 anos.

5 Reduzir em três quartos, entre 1990 e 2015, a taxa de mortalidade materna.

6 Até 2015 deter a propagação do HIV/Sida e inverter a tendência actual. Até 2015 deter a incidência da malária e de outras doenças importantes e inverter a tendência actual.

7 Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais.
Reduzir pela metade até 2015, a proporção da população sem acesso permanente e sustentável a água potável segura.
Até 2020, ter alcançado uma melhora significativa nas vidas de pelo menos 100 milhões de habitantes de bairros degradados.

8 Avançar no desenvolvimento de um sistema comercial e financeiro aberto, baseado em regras, previsível e não discriminatório. Atender as necessidades especiais dos países menos desenvolvidos.
Atender às necessidades especiais dos países sem acesso ao mar e dos pequenos Estados insulares em desenvolvimento.
Tratar globalmente o problema da dívida dos países em desenvolvimento, mediante medidas nacionais e internacionais de modo a tornar a sua dívida sustentável a longo prazo. Em cooperação com os países em desenvolvimento, formular e executar estratégias que permitam que os jovens obtenham um trabalho digno e produtivo.
Em cooperação com as empresas farmacêuticas, proporcionar o acesso a medicamentos essenciais a preços acessíveis, nos países em vias de desenvolvimento; em cooperação com o setor privado, tornar acessíveis os benefícios das novas tecnologias, em especial das tecnologias de informação e de comunicações.

mais informações em português aqui

The World Bank Atlas

 
 

Meca transforma-se em Las Vegas

A vertigem da construção não tem limites. Meca, o local mais santo do mundo islâmico, assiste a um crescimento descomunal da construção; um investimento de mais de 13 mil milhões de dólares promete mudar a cidade proibida aos heréticos não islâmicos. Lojas de langerie, parques de diversão, hotéis de luxo, hospitais, restaurantes fast-food e salas de oração acolhem condignamente o afadigado peregrino. Mas não é tudo :
Dr. Ahmed of London has cataloged the destruction of more than 300 separate antiquity sites, including cemeteries and mosques. He says the house where the Prophet Muhammad lived was razed and today a dilapidated library, with its windows and doors shuttered, stands in its place.

Ficamos esclarecidos sobre as santas intenções dos nossos irmãos islâmicos. Esperemos uma resposta adequada de Fátima.

via: Pruned

 
 

Ler devia ser proibido

Saiba porquê

 
 

o Países@

Excelente ferramenta o Países@ publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia. Indicadores sobre o meio ambiente, infra estruturas de redes, sociais, dados económicos, étnicos, linguísticos, etc. de cada um dos 192 países reconhecidos pela ONU podem ser encontrados neste site de grande utilidade e fácil utilização.

 
 

Dívida externa de quem, cara pálida?

Um discurso feito por Guaicaípuro Cuatemoc embasbacou os principais chefes de Estado da Comunidade Europeia. A conferência dos chefes de Estado da União Europeia, Mercosul e Caraíbas, em Maio de 2002 em Madrid, viveu um momento revelador e surpreendente: os chefes de Estado europeus ouviram perplexos e calados um discurso irónico, cáustico e de exactidão histórica que lhes fez este cacique de uma nação indígena da América Central.

- Aqui estou eu, descendente dos que povoaram a América há 40 mil anos, para encontrar os que a encontraram só há 500 anos. O irmão europeu de aduana me pediu um papel escrito, um visto,para poder descobrir os que me descobriram. O irmão financista europeu me pede o pagamento - ao meu país com juros, de uma dívida contraída por Judas, a quem nunca autorizei que me vendesse. Outro irmão europeu me explica que toda dívida se paga com juros, mesmo que para isso sejam vendidos seres humanos e países inteiros sem pedir-lhes consentimento. Eu também posso reclamar pagamento e juros.

Consta no "Arquivo da Companhia das Índias Ocidentais" que somente entre os anos 1503 e 1660 chegaram a São Lucar de Barrameda, 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata provenientes da América. Teria sido isso um saque? Não acredito, porque seria pensar que os irmãos cristãos faltaram ao sétimo mandamento! Teria sido espoliação? Guarda-me Tanatzin de me convencer que os europeus, como Caim, matam e negam o sangue do irmão.

Teria sido genocídio? Isso seria dar crédito aos caluniadores, como Bartolomeu de Las Casas ou Arturo Uslar Pietri, que afirmam que a arrancada do capitalismo e a actual civilização europeia se devem à inundação de metais preciosos tirados das Américas!

Não, esses 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata foram o primeiro de tantos empréstimos amigáveis da América destinados ao desenvolvimento da Europa. O contrário disso seria presumir a existência de crimes de guerra, o que daria direito a exigir não apenas a devolução, mas indemnização por perdas e danos. Prefiro pensar na hipótese menos ofensiva.

Tão fabulosa exportação de capitais não foi mais do que o início de um plano MARSHALLTESUMA', para garantir a reconstrução da Europa arruinada por suas deploráveis guerras contra os muçulmanos, criadores da álgebra, da poligamia e de outras conquistas da civilização. Para celebrar o quinto centenário desse empréstimo, podemos perguntar: Os irmãos europeus fizeram uso racional, responsável ou pelo menos produtivo desses fundos?

Não. No aspecto estratégico, delapidaram nas batalhas de Lepanto, em navios invencíveis, em terceiros Reiches e várias formas de extermínio mútuo. No aspecto financeiro, foram incapazes, depois de uma moratória de 500 anos,tanto de amortizar o capital e seus juros, quanto independerem das rendas líquidas, das matérias-prima e da energia barata que lhes exporta e provê todo o Terceiro Mundo.

Este quadro corrobora a afirmação de Milton Friedman, segundo a qual uma economia subsidiada jamais pode funcionar e nos obriga a reclamar-lhes, para seu próprio bem, o pagamento do capital e dos juros que, tão generosamente, temos demorado todos estes séculos em cobrar. Ao dizer isto, esclarecemos que não nos rebaixaremos a cobrar de
nossos irmãos europeus as mesmas vis e sanguinárias taxas de 20% e até 30% de juros que os irmãos europeus cobram aos povos do Terceiro Mundo.

Nos limitaremos a exigir a devolução dos metais preciosos, acrescida de um módico juro de 10%, acumulado apenas durante os últimos 300 anos, com 200 anos de graça. Sobre esta base e aplicando a fórmula europeia de juros compostos, informamos aos descobridores que eles nos devem 185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata, ambas as cifras elevadas à potência de 300, isso quer dizer um número para cuja expressão total será necessário expandir o planeta Terra.
Muito peso em ouro e prata... quanto pesariam se calculados em sangue?

Admitir que a Europa, em meio milénio, não conseguiu gerar riquezas suficientes para esses módicos juros, seria como admitir seu absoluto fracasso financeiro e a demência dos conceitos capitalistas.

Tais questões metafísicas, desde já, não nos inquietam, índios da América. Porém, exigimos assinatura de uma carta de intenções que enquadre os povos devedores do Velho Continente e que os obriguem a cumpri-la, sob pena de uma privatização ou conversão da Europa, de forma que lhes permitam entregar suas terras, como primeira prestação de dívida histórica..."

Texto retirado do blogue A bem da Nação
(obrigado Luís !)